A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o turismo sexual e pedofilia via Internet foi proposta pelo deputado Yulo Oiticica (PT) durante a audiência pública realizada na tarde de ontem na Assembléia Legislativa, com a presença de representantes de várias comunidades que combatem esses crimes.
O parlamentar petista afirmou que tem crescido o número de denúncias que chegam à Comissão de Direitos Humanos da Casa, da qual faz parte e é presidida pelo deputado Fernando Torres (PRTB). Ele ressaltou, no entanto, que somente com uma CPI os problemas poderão ser investigados e identificados e encaminhados para punição dos criminosos. Para criação da CPI são necessárias a assinatura de 1/3 dos parlamentares que compõem o Legislativo baiano, ou seja 21 deputados.
A audiência pública de ontem à tarde foi bastante concorrida, contando com a presença do Cardeal e Arcebispo Primaz do Brasil, dom Geraldo Majella, do professor Mauro Barsi, cidadão honorário da Bahia e presidente do " Progetto Agata Smeralda Onlus-Italia", organizador da campanha contra a pedofilia e turismo sexual na Itália, a promotora de Justiça do Ministério Público, Sandra Patrícia, a delegada de Polícia Civil titular da Delegacia de Atendimento à Mulher, Isabel Adelaide, além das pastorais católica e espíritas, escoteiros, padres, freiras e entidades representativas, principalmente jovens e adolescentes.
O deputado Yulo Oiticica não escondeu seu entusiasmo ao ser bastante elogiado pela sua disposição de criação da CPI, já que a Bahia é muito forte no turismo e acaba vindo para o estado "elementos inescrupulosos que vêm de fora do país para praticar o turismo sexual, principalmente contra jovens e adolescentes".
Bastante preocupado com o número alarmantes de casos denunciados, Yulo está esperançoso em obter as 21 assinaturas entre seus pares na Assembléia "A situação requer uma CPI, pois queremos investigar, identificar, ouvindo todos os setores envolvidos e depois encaminhar os culpados para punição pelos órgãos competentes. Tanto o turismo sexual envolvendo crianças e adolescentes, quanto a pedofilia via Internet, que considero ainda mais grave, merecem a repressão das instituições competentes", afirmou.
REDES SOCIAIS