A obra do artista plástico Aldinho Mendonça está de volta ao Espaço Cultural Josaphat Marinho da Assembleia Legislativa da Bahia. Desde esta segunda-feira (14) até sexta-feira (18), está em cartaz a mostra inédita “Pedaços de Mim”, composta por 13 telas de estilo figurativo moderno, feitas em acrílico sobre tela, nas quais Aldinho, que também é servidor da Casa, retrata imagens e situações vividas por ele desde a infância.
Nas telas pequenas, o artista recria azulejos portugueses, anjos barrocos, lugares onde morou na adolescência, veleiros e outros elementos. “Cada quadro tem uma coisa que remete à minha vida. É um resgate das minhas memórias, como, por exemplo, a tela da janela do meu quarto, na casa onde eu morei, no fundo da Igreja do Bonfim, de onde via chegar os saveiros e ficava encantado”, explicou.
Entre as obras expostas, tem a reprodução da imagem de Nossa Senhora da Conceição pertencente a sua família, vinda de Portugal há mais de três séculos – talvez a figura mais retratada pelo artista ao longo da sua carreira; a porta e a janela da casa onde morou, uma bicicleta encostada, e outras lembranças.
AMOR À PINTURA
Segundo Mendonça, o amor às artes plásticas sempre esteve presente em sua vida. “Eu acho que já nasci com um lápis e pincel na mão. Inclusive nunca fui bom aluno, porque a professora estava falando uma coisa no quadro, e eu tava desenhando outra, no caderno”, contou.
Seu primeiro trabalho remunerado aconteceu aos 14 anos, quando fez um painel de pedras na casa do médico vizinho, Osvaldo Leal. Seguiu criando telas, até que entrou para o comércio, como proprietário de lojas de moda, e a produção artística acabou diminuindo.
Há 15 anos, fechou as lojas, para se dedicar somente à arte e, três anos depois, começou a trabalhar com arte na ALBA, coordenando o Espaço Cultural Josaphat Marinho, junto com Maritza Novato, “um espaço que eu gosto e sou muito grato por estar aqui”, disse. Desde então, Aldinho vem criando incessantemente e expondo o seu trabalho em diversos espaços, a exemplo do ex-Palacete das Artes, hoje Museu de Arte Contemporânea, e da Grande Galeria, em São Paulo.
Pela segunda vez expondo na ALBA, Aldinho diz ter expectativa ampla com relação à mostra. “Hoje, por exemplo, eu recebi tanta visita, tanto elogio, e isso é gratificante. Mas, o aplauso maior mesmo, é quando você vende, porque aí fecha. Alguém gostou, alguém levou, e isso tem acontecido”, disse.
REDES SOCIAIS