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Caymmi soube traduzir a Bahia, diz Eliedson

Publicado em: 19/08/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Na homenagem, parlamentar recorreu à poesia
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"Calou-se a sua voz, mas os ecos de seus versos continuam a chegar aos ouvidos de baianos, brasileiros e turistas do mundo inteiro." É assim que se inicia a moção de pesar apresentada pelo deputado Eliedson Ferreira (DEM) pela morte de Dorival Caymmi. Talvez enlevado pela própria poética que tornou o cantor um mito da música popular, o parlamentar preferiu abandonar o formalismo regimental. A proposição protocolada na Mesa Diretora é pura emoção. Segundo o deputado, a musicalidade de Caymmi foi capaz de traduzir em poesia tanto a beleza do mar como a faina dura do pescador que enfrenta as ondas em busca do sustento da família.
"Quedaram-se seus dedos, que não mais dedilham as cordas do violão", lamentou, enfatizando, no entanto, que "não ficaram surdas as notas que fizeram o mundo inteiro indagar, através da voz de Carmen Miranda, ‘o que é que a baiana tem?’". De acordo com o deputado, as gerações futuras não terão seu nome apenas em avenida, rua ou praça, mas também nas ondas do mar, na brisa da tarde de Itapuã, e na sua poesia com que cantou em versos a receita do vatapá. Ele ressaltou, ainda, que o cantor deixa o DNA de sua musicalidade refletida na carreira dos seus filhos.



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