A morte de Dorival Caymmi foi classificada ontem, pelo deputado Clóvis Ferraz (DEM), como uma perda irreparável para a cultura da Bahia e do Brasil. Ele patenteou o sentimento de perda em moção de pesar que apresentou ontem, junto à Secretaria Geral da Mesa Diretora. "Suas canções percorrem o mundo e constituem patrimônio da música e da cultura popular brasileira", disse.
O parlamentar ressalta que Caymmi deixa de herança uma "obra como a expressão mais rica e verdadeira da MPB" e não se furta a citar várias das criações do cantor baiano. Mesmo sendo morador do Rio de Janeiro, desde 1938, quando tinha 24 anos, Ferraz assevera que "a Bahia foi sua grande paixão" e, "em sua homenagem, construiu uma das mais belas páginas da música". Foram mais de cem músicas gravadas que percorreram o mundo.
Apresentado como um dos precursores da Bossa Nova, Caymmi se definiu como "autor do mais puro e do mais simples", tendo influenciado várias gerações de músicos. Ele também se dedicou, lembra o parlamentar, à pintura e à composição. "Sua genialidade, contudo, se ressalta nas canções dedicadas à Bahia, a Itapuã, à Lagoa do Abaeté e às mulheres de sua terra", considera.
A moção enumera ainda uma série de condecorações de que Dorival Caymmi foi alvo, a exemplo da Ordem do Rio Branco, no Palácio do Itamaraty, e da Ordem das Artes e das Letras da França. Recentemente foi condecorado com o Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, ocasião em que a Assembléia Legislativa concedeu títulos de cidadão aos seus três filhos, Dori, Nana e Danilo.
REDES SOCIAIS