O artista holandês Peter e a artista Rosa Brito apresentaram pela segunda vez no saguão Josaphat Marinho, na Assembléia Legislativa, a exposição de quadros que reproduz imagens de objetos, paisagens, casas e pinturas abstratas. A exposição, que terminou na última sexta-feira, teve início no dia 28 de julho.
Peter, que tem como diferencial pintar com tintas acrílicas e óleo, material raramente usado por outros artistas, passou quatro anos tomando curso de desenho gráfico na Escola de Arte em Amsterdã. "Há um ano e meio vim morar no Brasil e quando cheguei,e vi todas as paisagens, percebi que aqui as cores da natureza são mais vivas, mais fortes e isso me inspirou a pintar coisas em tons mais fortes; acho muito bonito", ressalta o artista.
Dentre as suas pinturas, estão imagens de lugares por onde passou nas suas viagens, como Lençóis, sítio de um amigo em Itacimirim, casarões do Pelourinho e paisagens da sua terra natal. Além disso, o artista reproduz caricaturas das "figuras" que freqüentam o Pelourinho. "Vi muitas mulheres negras com tranças no cabelo, grávidas, usando roupas coloridas e achei interessante para reproduzir nos quadros", destaca Peter.
Além de pintor, o artista também é proprietário de um salão de beleza em Lauro de Freitas e completa a sua renda com a venda de seus quadros, que variam de R$ 10 a R$ 2.250.
CORES FORTES
Já a artista Rosa Brito, dona da exposição "Cores Vivas", é natural de Salvador e a sua marca é usar e abusar das cores fortes, vivas. Seu sonho é expor fora do país, onde, segundo ela, se dá mais valor à arte. Percebeu desde criança a sua habilidade com a pintura e desenho e, já adulta, resolveu viver da sua arte, quando passou a vender todos os quadros que pinta pelos preços que variam de R$ 100 a R$ 350.
Seus quadros são compostos por pinturas abstratas e reprodução de flores e paisagens. "Eu costumo fotografar tudo que acho interessante e passo para as telas depois. Minha preferência são as cores vivas, gosto de brincar com elas", afirma a artista.
A já constante parceria com Peter é explicada pela vontade de fazer algo diferente. "O Peter usa mais cores pastel na maioria dos seus quadros, e eu gosto mais de usar cores vivas, mais baianas. Daí surge o contraste entre os quadros e a especialidade de cada um; as pessoas gostam disso, fica bem interessante", explica.
Segundo os artistas, a exposição teve uma boa procura e por esse motivo resolveram fazer um leilão, no qual os funcionários da Alba escolheram o quadro de sua preferência; os artistas deram o valor mínimo e quem deu o maior lance levou o quadro.
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