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AL reconhece luta de Waldir pela democracia e liberdade

Publicado em: 08/08/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Acompanhado de uma comissão suprapartidária, homenageado entrou no plenário sob aplausos das pessoas que superlotaram a sessão
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Foi com os olhos marejados, tentando conter a emoção, que o ex-governador Waldir Pires agradeceu ontem, às 16h15, o título de “Cidadão Benemérito da Liberdade e Justiça Social João Mangabeira”, que lhe foi conferido – por unanimidade – pela Assembléia Legislativa da Bahia a partir de proposição da deputada peemedebista Marizete Pereira. A entrega da honraria aconteceu diante das mais altas autoridades civis e militares da Bahia num plenário e galerias lotados.
Os trabalhos foram abertos pelo presidente Marcelo Nilo às 15h30, sendo imediatamente constituída uma comissão de líderes partidários para conduzir à sala das sessões o homenageado e o governador Jaques Wagner, que aguardavam no Salão Nobre da Casa. Os deputados Álvaro Gomes (PCdoB), Capitão Tadeu (PSB), Ferreira Ottomar (PMDB), Gilberto Brito (PR), Reinado Braga (PSL), Gildásio Penedo (DEM), Yulo Oiticica (PT), Edson Pimenta (PCdoB) e Neusa Cadore(PT) acompanharam Waldir e Wagner, sendo recebidos ao som de Tom Jobim cantando Se Todos Fossem Iguais a Você. Todos os presentes ficaram de pé.

PRESENÇAS

Um demorado aplauso marcou a presença de Waldir Pires e Jaques Wagner na Mesa de Honra da sessão especial. Ali já estavam, além do presidente Marcelo Nilo, a deputada Marizete Pereira, o ex-governador Roberto Santos, o presidente da ABI, jornalista Samuel Celestino, os chefes das procuradorias Geral de Justiça e do Estado, Lidivaldo Brito e Rui Moraes Cruz, o conselheiro do TCE, Filemon Matos, a representante da Controladoria Geral da União, Mariana Soares, o comandante do II Distrito Naval, Almirante Arnon Barbosa, a chefe da Defensoria Pública, Tereza Cristina Almeida, e o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.
Coube a Marizete Pereira saudar o homenageado, após a execução do Hino Nacional pelo flautista da PM, Rainer Krupp, tendo a peemedebista registrado a coerência de Waldir Pires em toda a sua vida pública. Ela frisou a correção pessoal e a inabalável honra “desse incansável defensor da democracia”, que aos 82 anos permanece pelejando pela justiça social. Marcelo Nilo convidou Marizete, o filho de Waldir, Francisco Pires, o governador Jaques Wagner, e o ex-deputado Emiliano José para, de forma conjunta, entregar-lhe o diploma. Foi sob aplausos que o ex-governador, ex-ministro (Previdência, CGU e Defesa), ex-deputado estadual e federal, ex-senador e ex-governador recebeu a honraria. E foi com os olhos cheios de lágrimas, contendo a custo a emoção, que ele assumiu a tribuna para agradecer.

DISCURSO

Waldir Pires proferiu uma oração que ficará marcada para sempre nos anais do Legislativo Estadual como uma das mais belas, coerentes (com a sua vida) e até profética, registrou Marcelo Nilo. Ele teve dificuldade para começar. Tinha na mente dona Yolanda, “a maravilhosa companheira de todos os tempos. De todas as alegrias. De todas as angústias e dificuldades” que – tenho certeza está aqui, agora. Emocionou a todos os presentes e demoradamente foi mais uma vez aplaudido de pé.
Recompondo-se, fez uma alusão afetiva a todos os integrantes da Mesa. Tratou o governador como “companheiro e amigo, que a meu juízo retoma uma caminhada de mudanças na Bahia”. O presidente Marcelo Nilo, presidente da Embasa em sua administração, foi tratado “como caro amigo e companheiro de trabalho”. Lembrou do dia em que o presidente Lula formulou o convite para assumir o Ministério da Defesa e a sua preocupação com a CGU, que acabou nas mãos do “inteligente e honesto Jorge Hage”. Citou a todos, dedicando palavras especiais a Filemon Matos, “companheiro de viagens aventureiras”, quando percorreu o interior criando o partido da resistência à Ditadura, o MDB.
O discurso lido em 30 minutos foi escutado pelo plenário em silêncio e além de repassar a sua história pessoal, foi ainda um libelo reafirmando suas posições políticas – voltadas para a justiça social, para a redução das desigualdades e apontando soluções para dilemas ainda existentes. Foi aplaudido de pé por um plenário que contou com as presenças de quase todos os deputados estaduais, do secretariado, de ex-deputados, aliados, correligionários, deputados federais, conselheiros das cortes de Contas, desembargadores, dirigentes de órgãos públicos, líderes empresariais e de organizações de classes e do que se convencionou chamar de waldirismo – de todos os costados.



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