No último dia 28 de julho, o município de Jacobina comemorou 128 anos de emancipação política e administrativa. O aniversário da cidade, localizada na região centro-norte do estado, a 330 quilômetros da capital, foi lembrado na Assembléia Legislativa por meio de moção de congratulações apresentada pelo deputado Arthur Maia (PMDB).
Em sua justificativa, o parlamentar externou seu orgulho em representar o município na Casa, e saudou o prefeito Rui Macedo "por mais um ano de comemorações pela emancipação de Jacobina, parabenizando pelo profícuo trabalho realizado em prol do desenvolvimento da cidade, buscando sempre a melhoria da qualidade de vida dos jacobinenses".
De acordo com registros históricos, o surgimento do município se deu no início do século XVII, a partir do desbravamento do sertão baiano pelos bandeirantes e portugueses em busca do ouro, descoberto nas terras onde se localiza o atual município. "A notícia da descoberta do ouro e de outros minérios atraiu ao lugar um grande contingente humano em busca de riqueza", narra o deputado.
Com a descoberta das minas de ouro, em 1652, surgiram também algumas atividades econômicas suplementares, como a criação de gado e o plantio de culturas agrícolas. Mas o setor que mais se desenvolveu foi o comércio de bens e serviços, dado o rápido crescimento populacional do lugar.
PROGRESSO
Com o progresso surgido das minas daquele povoado, a Coroa Portuguesa elevou o arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. O lugar passou a se chamar Vila Santo Antônio de Jacobina, instalada em 2 de junho de 1722.
Outro fato que marcou a história de Jacobina foi a transferência da sede da vila, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Say (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim) para a Missão do Bom Jesus da Glória, uma aldeia de índios, fundada em 1706 por missionários franciscanos.
A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina foi o determinante para a ocorrência do êxodo de grande número de mineiros. "Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade", ressalta o deputado.
Isso só ocorreu em 1880, pela Lei Provincial 2.049, de 28 de julho, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima. O último censo do IBGE (2000) registrou uma população de 80 mil habitantes. A economia do município é baseada na agricultura, destacando a produção de batata-doce.
Na pecuária, destaca-se a criação de bovinos, suínos, eqüinos, muares, ovinos e caprinos. No setor mineral o município produz arenito, argila, calcita, cromo, mármore e ouro. O município possui 451 indústrias, 19º lugar na posição geral do Estado da Bahia, e 3.675 estabelecimentos comerciais, 15ª posição dentre os municípios baianos.
Na área cultural destacam-se as festas juninas, as comemorações em louvor de Santo Antônio, padroeiro da cidade, e a micareta, primeiro carnaval fora de época a realizar-se na Bahia. "Em 2007, foi realizada no município a Feira Baiana de Negócios, atraindo empreendimentos e grandes oportunidades de negócios para toda a região", lembrou Arthur Maia.
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