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Marizete lamenta mortes de personalidades

Publicado em: 04/07/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Peemedebista destacou nas moções trajetórias de lutas das 'três guerreiras do Brasil'
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Três mulheres brasileiras que marcaram suas existências pelo incessante trabalho em prol da dignidade da vida humana morreram no mês passado e a deputada Marizete Pereira (PMDB), ainda consternada, prestou como última homenagem a essas personalidades a apresentação de uma moção de pesar na Assembléia Legislativa.
Na homenagem póstuma, a parlamentar destaca que a sociedade brasileira ficou mais pobre com a perda de Violeta Arraes, a "Rosa de Paris", nordestina, socióloga, psicoterapeuta, corajosa mulher que, exilada na França, teve destacado papel na denúncia dos crimes cometidos contra os direitos humanos pela ditadura militar.
"Do exílio, intensificou a sua luta, apoiando os brasileiros e chilenos perseguidos pelas ditaduras de seus países, transformando a sua casa numa referência para intelectuais e artistas perseguidos. De volta do exílio, anistiada, retornou ao Brasil em 1979 e em 1987 assumiu a Secretaria da Cultura do Ceará. Foi reitora da Universidade Regional do Cariri. O câncer, contra o qual lutava há alguns anos, finalmente a venceu no dia 17 de junho", explica Marizete Pereira.
Em 23 de junho, as mulheres baianas prantearam a perda da advogada Ronilda Noblat, aos 67 anos, vítima de problemas respiratórios agravados por uma pneumonia. Em artigo em que lamenta a morte de tantas mulheres de brilhante trajetória em tão pouco tempo, o jornalista Vitor Hugo Soares expõe o seu carinho e admiração pela advogada que enfrentou a ditadura militar para defender os perseguidos políticos da ditadura.
"Segui de perto, durante anos, a desassombrada trajetória dessa guerreira baiana na fase sombria em que se tornava comum advogados medrosos ou cúmplices baterem a porta de seus escritórios na cara de perseguidos políticos em busca da defesa legal", diz o jornalista.
Na homenagem póstuma, Marizete Pereira também ressalta que os festejos juninos ficaram também esmaecidos pela notícia da morte de outra grande mulher brasileira, a antropóloga Ruth Cardoso, de cujo currículo constam as atividades de professora e pesquisadora em universidades do Brasil, Chile, Estados Unidos, França e Inglaterra.
Por sua atuação, tornou-se uma das mais fortes referências em antropologia, tendo publicado diversos livros sobre violência, juventude e cidadania. Esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na condição de primeira-dama, Ruth Cardoso imprimiu nova feição à função destinada à esposa do presidente da República, quando fundou o projeto Comunidade Solidária para o combate à pobreza e exclusão social.
"Em meu nome, em nome das mulheres baianas e da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembléia Legislativa, formulo as minhas homenagens a todas essas mulheres cujas vidas e obras nos legaram exemplo de coragem, de dignidade, de superação de desafios e dogmas para prestarem efetiva contribuição à causa da defesa da vida", conclui Marizete Pereira.



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