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Prisão de suspeitos da chacina de Mussurunga gera protestos

Publicado em: 19/06/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Prisão de suspeitos da chacina de Mussurunga gerou protestos, ontem, na CDH da AL
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Cerca de 50 pessoas reclamam à Comissão de Direitos Humanos
Com cartazes e documentos nas mãos, cerca de 50 pessoas, entre familiares, vizinhos e amigos dos cinco rapazes acusados da autoria da chacina ocorrida na Baixinha de Mussurunga, no último dia 7, estiveram ontem na Assembléia Legislativa da Bahia para pedir aos membros da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública providências para o que chamaram de "prisões arbitrárias", alegando a inocência dos jovens detidos.
Presidida pelo deputado Fernando Torres (PRTB), a comissão aprovou os requerimentos, de autoria dos deputados Heraldo Rocha (DEM), que reivindicam informações detalhadas sobre as prisões ao secretário de Segurança Pública do Estado, César Nunes, e à delegada Inalda Cavalcante. Além disso, a comissão solicitou o acompanhamento do caso junto à secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Marília Muricy.
O deputado ressaltou que uma das queixas dos familiares é de que a prisões foram arbitrárias e que, desde então, os familiares não podem visitá-los na prisão. Durante a sessão, Fernando Torres entrou em contato com o secretário César Nunes e obteve dele a resposta de que os familiares tinham autorização no horário e dias de visita. O deputado Eliedson Ferreira (DEM), membro-titular da comissão, ficou encarregado de acompanhar os familiares em visita à Delegacia de Homicídios, no Vale dos Barris, ontem à tarde.
A visita, no entanto, não foi realizada porque a delegada Inalda Cavalcante estava realizando uma acareação. Uma nova ida dos familiares à DH foi marcada para hoje, às 14 horas. "A proposta da Comissão é facilitar o acesso da defesa aos inquéritos", disse o deputado Eliedson Ferreira.
O deputado Heraldo Rocha disse que esta não é uma discussão ideológica ou de partido, mas um assunto de família. Durante a sessão, alguns familiares passaram mal e foram levadas ao departamento médico da Casa. Os parlamentares ouviram de pais, primos e vizinhos dos jovens que eles são inocentes do crime que são acusados. "Na hora da chacina, meu filho estava em casa comigo", disse a doméstica Zilmar Silva Cruz, 37 anos, mãe de Fernando Luís Rosário, de 18 anos.
Ela conta que no dia seguinte ele foi para a Igreja dos Jovens, da Igreja Universal do Reino de Deus, e quando estava em casa foi preso por policiais que não se identificaram e não apresentaram mandado algum. "Se tivesse cometido o crime, será que ele estaria em casa, desarmado e tranqüilo?" questionou a mãe, momentos antes de se sentir mal.

MORTE

A comissão de ouviu denúncias de conveniados do Plano de Saúde Atlanta, em Camaçari. "Pela denúncia dos conveniados, há suspeita de que tenha havido negligência no atendimento", disse o deputado Fernando Torres, referindo-se ao caso em que um funcionário público morreu em função da demora da liberação da UTI.



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