MÍDIA CENTER

Óleo comestível na Bahia só deve ser vendido em latas

Publicado em: 09/06/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Carlos Ubaldino propõe a proibição de embalagem pet na venda de óleo comestível na Bahia
Foto:

Carlos Ubaldino: embalagem pet atenta contra o meio ambiente

As indústrias de envasamento de óleos comestíveis na Bahia deverão ser obrigadas a substituir as embalagens pet por latas e sua comercialização também só poderá ser feita nesses vasilhames. A proposta é do deputado Carlos Ubaldino (PSC), vice-líder da bancada do governo na Assembléia Legislativa. No seu projeto de lei, o parlamentar justifica que entende como contribuição para a causa ambiental evitar o fornecimento de produtos alimentícios em embalagens pet, que em contato com a terra e a água causam impacto ambiental negativo.

Ubaldino também cita que elas concorrem para tornar a vida humana, a fauna e a flora insustentáveis, além dos efeitos decorrentes do produto já nas prateleiras e gôndolas dos supermercados. As embalagens pet chegaram ao Brasil em 1963, para atender exclusivamente ao mercado de refrigerantes e, nestes 25 anos, instalou-se de forma macro, não sem antes passar por duros ataques de ambientalistas e tradicionais concorrentes, nesse caso, as indústrias de laminados de aço e alumínio.

A indústria de embalagens de lata também se empenhará em divulgar a informação de que o óleo acondicionado em embalagens pet exige um conservante chamado TBHQ, um antioxidante. O setor diz que esse aditivo é prejudicial à saúde. A tentativa da indústria é buscar provas de que a qualidade do óleo em pet é inferior ao da lata.

"Não se pretende com este projeto concorrer para o aumento da litigância industrial ou mesmo desviar o cerne da proposta. A intenção é abordar a questão socioambiental, já que o tempo de decomposição de algumas embalagens no meio ambiente, após transformadas em lixo, pode ir de seis meses a 500 anos ou mais", explica Carlos Ubaldino.



Compartilhar: