Secretário Jorge Solla mostra números, mas oposição critica
"A Saúde no estado não está tranqüila, não está perfeita, mas está muito melhor do que encontramos", afirmou o secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, ontem, na audiência pública promovida pela Comissão de Saúde e Saneamento da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Javier Alfaya (PC do B). Após diagnóstico do que foi encontrado, que segundo ele, fizeram e fazem a Bahia ter um dos piores indicadores de saúde da região Nordeste, com um dos índices mais baixas do país em cobertura assistencial, o secretário expôs as ações que foram tomadas no governo Jaques Wagner até agora e os planos para o futuro.
As ampliações do quadro de profissionais, do número de serviços especializados e de procedimentos hospitalares, além do aumento do número de Samus e de internamento realizados pelo SUS, foram apontados pelo secretário como atitudes que darão um melhor direcionamento a saúde no estado. "Entre concursados, contratos temporários e outras modalidades, de 2007 até abril de 2008, foram contratados mais de 8,3 mil profissionais", enfatizou Solla.
ECONOMIA
Outro ponto que mereceu destaque foi a redução de custos nas diversas unidades administradas pela secretária. Segundo o secretário, houve a redução de R$ 90 mil mensais com energia elétrica, R$ 150 mil mensais com consumo de água e R$ 230 mil com telefonia fixa e móvel. Este redução foi ainda maior devido à renegociação e redução do preço dos contratos vigentes, acarretando uma economia mensal em torno de R$15 mil em limpeza e R$ 50 mil em segurança predial. e cerca de 70% com os contrato de serviços de informática.
Para a oposição, os números apresentados pelo secretário não condizem com as notícias evidenciadas pela mídia, que segundo os parlamentares democratas Gildásio Penedo e Heraldo Rocha, demonstram um verdadeiros caos na saúde. Como exemplo eles citaram a epidemia de dengue, o aumento dos casos de morte por meningite e a diminuição do número de postos do Programa Saúde da Família.
Em relação à dengue, Jorge Solla não descartou a epidemia, mas a doença já está inoculada entre os baianos há muito tempo. "Em 2002, tivemos mais de 800 casos em Salvador e aproximadamente 660 no interior por cada 100 mil habitantes", disse, destacando que em relação aos números do PSF, o que aconteceu foi a mudança dos critérios de análises, uma vez que se descobriu a existência de um grande quantidade de agentes fantasmas.
No tocante às mortes provocada pela meningite, o secretário revelou que a imprensa, praticamente, noticiou individualmente cada morte. Segundo ele, em 2006, a Bahia teve 140 casos de meningite meningocócica e 270 de meningite bacteriana e, em 2007, os casos notificados foram de 95 e 129, respectivamente. "Em percentuais de letalidade, em 2006 foi de 17,8 dos casos e, em 2007, de 7,5%", salientou.
FUTURO
Dentre as ações que serão implementadas no futuro, o secretário da Saúde citou a recriação da Bahiafarma, laboratório de produção de remédios do estado, em cooperação técnica com a Fiocruz e o laboratório Farmanguinhos; e o Programa Medicamento em Casa, que em breve estará em teste de campo nas cidades de Lauro de Freitas, Camaçari, Madre de Deus, São Sebastião do Passé e Salvador.
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