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Estruturas da Ponte São João, de 1947, estão deterioradas

Publicado em: 27/05/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

J. Carlos pede providências à Prefeitura para recuperar estrutura da Ponte São João, de 1947
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Denúncia é de J. Carlos, preocupado com moradores do subúrbio
Revisão e manutenção do sistema de sustentação das estruturas da Ponte São João, erguida em 1947, que liga o Lobato a Plataforma e está com a sua estrutura metálica comprometida pela deterioração do aço. Quem defende tal proposta é o deputado J. Carlos (PT). Para transformar seu desejo em realidade, o parlamentar apresentou na Assembléia Legislativa uma indicação endereçada ao prefeito João Henrique, para que atue junto à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) no sentido de que sejam "envidados os esforços" necessários para a execução da obra em regime de urgência.
"A ferrugem está presente em quase todas as peças, sendo que muitas delas estão partidas e outras já caíram no mar. Quando o trem passa, a trepidação balança as peças, que ficam a ponto de cair sobre quem eventualmente passar sob a ponte, de barco, ou a nado. Pela ponte passam, atualmente, dois trens,com três vagões cada, que realizam 60 viagens por dia transportando o total de 15 mil passageiros. O trecho percorrido pelos trens é de 13,5 km e vai da Calçada até Paripe", informa o parlamentar na justificativa de sua proposição.
Para ilustrar sua argumentação e mostrar a gravidade do problema, o parlamentar recorre a matéria publicada recentemente em A Tarde, retratando que apesar da situação, de aparente deterioração, a ponte foi considerada estável em inspeção feita em janeiro, a pedido da Companhia de Transportes de Salvador (CTS), da Secretaria de Transportes e Infra-Estrutura (Setin). O deputado demonstra preocupação com o relatório da empresa Projconsult, do Rio de Janeiro, que apontou a necessidade de algumas medidas de precaução como a redução da velocidade de tráfego dos trens e o uso de apenas uma das linhas. Outra medida recomendada foi a de somente passar um trem de cada vez no vão de 450 metros e a de que os trens não sejam freados sobre a ponte.



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