MÍDIA CENTER

Indústria baiana em discussão Audiência teve presença do secretário da Fazenda, Carlos Martins

Publicado em: 27/05/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Audiência pública debateu os rumos da indústria baiana e os 30 anos do Pólo, com presença, entre outros, do secretário da Fazenda, Carlos Martins
Foto:

Mais do que uma homenagem aos 30 anos do Pólo Petroquímico de Camaçari, a audiência pública “Perspectivas de Ampliação e Modernização da Indústria Baiana”, realizada na manhã de ontem pela Comissão de Infra-estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Júnior Magalhães (DEM), serviu como foro de discussão para os novos rumos do segmento no estado.
Além do deputado, participaram da mesa o secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins; o chefe de gabinete da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SICM), Antonio Carlos Machado Matias; o superintendente da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), Dilson Fonseca e o presidente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Manuel Carnaúba.
Júnior Magalhães (DEM) classificou as discussões como “enriquecedoras” para os presentes. Segundo ele, com a discussão os deputados se municiaram melhor de informações sobre o funcionamento e logística do complexo industrial e podem agora propor medidas para melhorar a infra-estrutura do complexo. O parlamentar aproveitou a ocasião também para propor o título de cidadão baiano para Manuel Carnaúba, que "muito contribui, através da presidência do Cofic, para o desenvolvimento industrial do estado", disse.
O chefe de gabinete da SICM, Antonio Carlos Matias, lembrou que o Pólo de Camaçari é o maior complexo petroquímico integrado do Hemisfério Sul, com faturamento de R$14 bilhões por ano e responsável pela geração de 13 mil empregos diretos – e consumo de 1,4% da energia do país. Mas apontou números que revelam um tímido crescimento para os próximos anos. “De 100 projetos previstos para os anos de 2007 a 2012, a Bahia vai receber apenas oito. Se não houver investimento, a previsão de crescimento do consumo de matéria prima é de apenas 4,9% em 2018”, disse.
Matias apontou como alternativas para o crescimento o fortalecimento das cadeias produtivas, as políticas de redução fiscal, a diversificação industrial, entre outras. E apontou a infra-estrutura viária e portuária como sendo um dos principais gargalos para o crescimento do segmento industrial na Bahia. “A visão da SICM é de que a capacidade portuária da Bahia deva ser multiplicada por dez”, disse. E ressaltou a necessidade de modernização dos portos de Salvador e Aratu, além das rodovias federais  324, 116, 101 e 242. Entre as oportunidades apontadas pelo representante da SICM está a mineração, a exploração do biodiesel, além do segmento da celulose e metalúrgico, entre outros.
O secretário Carlos Martins (Fazenda) apresentou a “agenda positiva” do governo para ações do programa Acelera Bahia. Segundo ele, o programa visa à consolidação da indústria baiana baseando-se em três vertentes: aproveitar o momento em que estão vindo recursos do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a construção de um novo ambiente de negócios e a integração, baseada na transversalidade.
“A orientação do governador é para que não entremos em leilões. Só vamos oferecer incentivos fiscais naquilo que podemos honrar”, disse. Segundo ele, as ações de desenvolvimento estão baseadas na redução do Imposto para Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) voltadas para cinco vetores estratégicos, que visam à consolidação dos pólos de informática, industrial, de álcool, de biodiesel e o pronaval. “O estado carece de uma arrecadação de ICMS três vezes maior para solucionar seus problemas sociais”, disse.



Compartilhar: