O deputado Eliedson Ferreira (DEM) lembra com muita tristeza o desaparecimento da escritora Zélia Gattai, mulher do também falecido e famoso escritor Jorge Amado. O parlamentar apresentou moção de pesar na Assembléia, destacando que falar de Zélia é falar da Bahia, do seu povo amado.
Eliedson afirma que não combinam com Zélia, a Zélia de Jorge, palavras de dor, luto, pesar ou tristeza. "Pois a serenidade e a ternura foram suas marcas e sua identidade. Uma contadora de estórias, paulista de nascimento, mas baiana de alma e coração, Zélia nos deixa um legado de paz e muito amor. Sem escolaridade acadêmica, e tendo publicado seu primeiro livro aos 63 anos, foi detentora de uma cultura invejável", disse Eliedson.
Zélia ocupou por seis anos a cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras, a mesma que foi de Jorge Amado. Recebeu no leito da UTI o comunicado de que receberia o título de Doutora Honoris Causa, que lhe será outorgado postumamente pela Universidade Federal da Bahia, numa proposta do Instituto de Letras da Bahia.
"Sua contribuição à literatura da Bahia e do Brasil é algo de precioso e especial. Seu exemplo de esposa e companheira cala fundo em nossos corações. Prefiro não falar em morte, em lágrimas, despedidas e ausência. Falo de Zélia, a Zélia do Amado Jorge", concluiu Eliedson Ferreira.
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