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Heraldo Rocha lamenta morte da quituteira Dinha do Acarajé

Publicado em: 21/05/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Em moção de pesar, Heraldo Rocha lamenta a morte da quituteira baiana Dinha do Acarajé
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A quituteira Lindinalva de Assis, conhecida como Dinha do Acarajé, falecida no último dia 16, foi lembrada na Assembléia Legislativa da Bahia por meio de moção de pesar apresentada pelo deputado Heraldo Rocha (DEM). O parlamentar apresentou pêsames à família enlutada, bem como aos amigos e clientes. "Estes só terão coisas boas ao recordarem-se desta mulher guerreira, batalhadora, generosa e de sorriso fácil que, com seu dom especial, seu talento nato para a boa culinária, contribuiu de forma memorável e bela para a historia cultural da nossa querida Bahia", disse.
O parlamentar destacou que a barraca da baiana, no Largo de Santana, no bairro boêmio do Rio Vermelho, na capital baiana, é uma das mais visitadas do gênero e rebatizou informalmente o local, hoje conhecido como Largo da Dinha. "O ponto foi o primeiro deste tipo estabelecido no bairro pela avó da baiana, a cozinheira Ubaldina de Assis, há 60 anos", disse o deputado, lembrando que Dinha passou a acompanhar a avó a partir dos sete anos. "Aos 10, assumiu o ponto", disse.
O tabuleiro passou a ser ponto de encontro de famosos. "Por ali, passaram personalidades de todos os segmentos, como músicos, artistas, esportistas, políticos e tantas outras celebridades, locais e de fora do estado, sobretudo pelo fato de que o primeiro lugar que vinha à mente quando se pensava onde seria o melhor local para degustar-se, de forma inesquecível e prazerosa, o nosso famoso bolinho de feijão, era a barraca da Dinha", comentou Heraldo Rocha.
Dinha era conhecida em todo o país e chegou a fazer acarajés em eventos realizados em quase todas as capitais brasileiras. Como representante das baianas, viajou para a Argentina, Paraguai, Portugal, Espanha, Itália, Suíça, França e Mônaco. Em 1999, a quituteira inaugurou um restaurante formal, também no largo, a Casa da Dinha, hoje um tradicional ponto de encontro de turistas e intelectuais baianos. "Como Baiana do Acarajé, símbolo da simpatia e hospitalidade do povo baiano, a baiana Dinha conquistou fama com suas receitas e seus quitutes".
De sua cozinha típica no novo empreendimento saiam moquecas, feijoada, mocotó e, como não podia deixar de ser, um famoso acarajé que deliciava e encantava tantos quantos para o Rio Vermelho se deslocassem atrás da boa comida baiana. De acordo com o parlamentar, a cozinheira sempre afirmava que todos os seus ‘pratos’ eram feitos com muito carinho, além de zelar pela constante higiene. "Quando perguntada, revelava a todos que o grande segredo de seu sucesso na cozinha era comprar os ingredientes fresquinhos e fazer tudo na hora", disse.



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