A emancipação política do histórico município de Canudos, localidade do sertão baiano onde pegou o Conselheiro em episódio histórico que abalou os alicerces da República em seus primeiros dias, no ainda no século XIX, foi reverenciada pela deputada Fátima Nunes (PT). Ela apresentou na Assembléia Legislativa uma moção de congratulações à população da cidade que está completando 23 anos de independência política.
A deputada do PT lembrou que a primeira cidade de Canudos foi destruída em 1897, durante a guerra que recebeu o mesmo nome do lugar. "O Exército do Brasil destruiu a comunidade de 25 mil pessoas e pôs fogo em suas ruínas. Os habitantes que escaparam da guerra retornaram e reconstruíram Canudos. Na década de 1960, foi construída uma represa e novamente Canudos foi destruída. Os moradores foram remanejados para uma região vizinha, criando-se assim a terceira Canudos", registra a petista que não deixa de evidenciar a sua contrariedade por tanto e tão demorado sofrimento dos sertanejos que ali viveram nesse período conturbado.
Fátima Nunes explica que hoje em dia existe ao redor da represa uma área de preservação natural e cultural formada por centenas de hectares chamada Histórico de Canudos, a qual cebídea inúmeros lugares fundamentais para a comunidade conselheirista e que foram eternizados por Euclides da Cunha no livro Os Sertões. Esses lugares situam-se na parte mais alta da região, estando fora do alcance das águas da represa de Cocorobó, completou.
A deputada do Partido dos Trabalhadores acrescenta que o parque viabiliza um belo passeio na história do Brasil. "Lá podemos ver os morros onde o Exército fincou acampamento, os caminhos por onde transitavam os conselheiristas, as ruínas da Fazenda Velha (ponto inicial do Arraial de Conselheiro) – local onde os militares degolavam os sertanejos, o Alto da Favela (que viria a dar nome aos morros do Rio de Janeiro)", registrou indignada.
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