Preocupado com a qualidade da infra-estrutura urbana da "cidade baixa" de Salvador, o deputado Carlos Ubaldino (PSC) apresentou indicação ao prefeito João Henrique, solicitando a adoção de providências junto à Superintendência de Parques e Jardins, SPJ, e à Superintendência de Manutenção e Conservação da Cidade, Sumac, para revitalizar os largos de Roma e Calçada. O parlamentar estendeu o alcance da indicação também aos passeios e áreas verdes daquela área. HISTÓRIA
No documento protocolado junto à Secretaria Geral da Mesa da Assembléia, o deputado do PSC faz um breve histórico do desenvolvimento da chamada "cidade baixa", registrando que "a Calçada é um bairro que se desenvolveu a partir do seu intenso comércio e também pela localização ali da Estação Ferroviária da Leste Brasileiro". A estação oferece há muito tempo serviços ferroviários, explicou o parlamentar, servindo de ponto de chegada e partida dos baianos há décadas
Outro vetor de desenvolvimento apontado por Carlos Ubaldino é a importante Avenida Dendezeiros, que abriga as Obras Assistenciais Irmã Dulce, o Colégio da PM e ao seu fim, a ladeira da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, servindo de ligação da cidade com o Subúrbio Ferroviário e a península itapagipana. Mas o próprio deputado registra que essas informações e o levantamento histórico sobre a "cidade baixa" não são informações suficientes para retratar a realidade social desses espaços dada à degradação atual.
E cita como comprovante de sua assertiva o entorno da antiga sede da SMTC-Superintendência Municipal de Transportes Coletivos, literalmente entregue a moradores de rua, não obstante estarem a poucos metros de um albergue. Ele acredita que provavelmente por a instituição de amparo não atender à demanda, ficam os moradores sem teto submetidos à condição de dormir no relento, satisfazendo suas necessidades no Largo de Roma (Praça Irmã Dulce), dando ao local uma aparência de completo abandono, salientou.
Ainda de acordo com o parlamentar, em relação à realidade social desses bairros, a situação mais grave é do Largo dos Mares. "Encontramos a Igreja dos Mares com imputadas cenas de lascívia e promiscuidade diversas praticadas por moradores de rua e mesmo namorados, cujas ações ousadas são induzidas pela impunidade". Segundo depoimentos de moradores da região, acrescentou, essas cenas são provenientes da ausência de módulos policiais que já existiram, instalados no Largo dos Mares e no Largo de Roma, e que "foram irresponsavelmente desativados", destacou Carlos Ubaldino.
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