A necessidade de assistência integral ao paciente de cardiologia, reconhecida nos meios médicos, inspirou os cirurgiões-dentistas baianos Iara Maria Solange Vilasboas Lima, Isa Souza e Pedro Henrique Régis de Queirós a elaborarem um Programa de Odontologia Hospitalar em Cardiologia. A deputada Marizete Pereira (PMDB) abraçou a idéia e apresentou projeto de lei para que este programa seja implantado na rede estadual de saúde.
De acordo com a proposta de Marizete, o programa deverá ser implantado em todos os hospitais da rede pública que atendam à especialidade cardiologia. O programa ficará sob o comando da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), que deliberará sobre o calendário de implantação nas unidades a serem contempladas. Além disso, a Sesab criará um sistema de informações para o acompanhamento dos portadores de cardiopatia.
"Por sua natureza e complexidade, a cardiologia abarca o conceito de multidisciplinaridade", observou Marizete na justificativa do documento. Para ela, o cirurgião dentista, com conhecimento em cardiologia, tem fundamental papel no tratamento pré-operatório – "uma vez que muitos dos atos cirúrgicos cardíacos podem aumentar o risco de desenvolvimento da endocardite bacteriana, uma das complicações mais temíveis no meio médico".
A parlamentar explicou que a endocardite bacterina é uma infecção grave das válvulas cardíacas ou das superfícies endoteliais do coração, que pode levar o paciente a morte. "Como a cavidade bucal é a fonte principal da bacteriemia passageira que pode resultar na endocardite, é fundamental a presença do profissional de odontologia com conhecimento específico para dirigir as medidas preventivas a fim de reduzir a incidência de infecção.
De acordo com relatos de profissionais de saúde, os diferentes tipos de cirurgias e as várias formas de cardiopatia enquadram o paciente em categorias de risco variáveis e requerem tratamento odontológico diferenciado.
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