Dados são do secretário de C&T, Ildes Ferreira, em sessão na AL
"Precisamos fazer com que a sociedade entenda que ciência e tecnologia não é apenas uma questão acadêmica, mas uma questão de inclusão social", afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, na audiência pública promovida, ontem, na AL, pela Comissão de Infra-estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo. Para o secretário, a Bahia enfrenta um atraso de décadas nesta área. No entanto, algumas ações foram pensadas e postas em prática na tentativa de diminuir esta deficiência.
O programa de Cidadania Digital, que ampliou um antigo programa, foi citado por Ildes como a maior iniciativa pública para inclusão sócio-digital do país, uma vez que foram implementadas ações de capacitação, cidadania e novas possibilidades de renda para as comunidades envolvidas. A previsão da secretaria é que em 2008 sejam implantados mais 700 novos Centros Digitais de Cidadania em 170 municípios, chegando a mil centros no total.
Outro ponto salientado pelo secretário foi a criação da Tecnovia, Parque Tecnológico de Salvador, que é visto como uma alternativa para o desenvolvimento sustentável. A Tecnovia entrará em operação no primeiro semestre de 2009 e seu principal objetivo é fazer com que os conhecimentos produzidos neste centros de pesquisas cheguem até a população, popularizando a ciência. "Trabalho, pesquisa, lazer e interação com o meio ambiente conviverão em harmonia", enfatizou o secretário, revelando que este projeto será ambientalmente correto.
TRABALHO
Tanto o propositor da audiência, deputado Misael Neto (DEM), quanto o presidente do colegiado, deputado democrata Junior Magalhães, defenderam a necessidade de adequações nos currículos das universidades e das escolas técnicas como mecanismos capazes de diminuir o déficit de mão de obra especializada para indústrias existentes no estado. "Visitamos o Pólo Industrial de Camaçari e essa foi uma das principais queixas que ouvimos", frisou Júnior. Érico Oliveira, superintendente de desenvolvimento e comunicação do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari, corroborou com essa idéia: "Os currículos devem ser mais adequados às necessidades industriais".
Dora Leal, diretora da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, Fapesb, informou que a entidade também se preocupa com esta situação, mas vai além disso, uma vez que busca produzir conhecimentos que possam gerar políticas públicas eficientes. "É necessário fomentar a pesquisa na graduação, mas é fundamental oferecer bolsas para mestrados e doutorados". Segundo Dora, a Fapesb só consegue atender aproximadamente a 40% da demanda que chega até a instituição.
Para Júnior, a realização desta audiência vem evidenciar a necessidade da participação dos diversos setores da sociedade nas discussões que envolvem esta pasta, uma vez que estes assuntos devem ser encarados de forma suprapartidária. "A bancada federal do estado, o governo, os empresários, universidades, a população e a Assembléia Legislativa devem estar a par dos procedimentos que envolvem Ciência e Tecnologia, pois estes são extremamente importantes para o desenvolvimento da Bahia", concluiu.
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