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Luto pelo grande escritor Arthur da Távola

Publicado em: 13/05/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Eliedson Ferreira apresentou moção de pêsames pela morte do escritor Arthur da Távola
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A morte do jornalista, escritor e político Paulo Alberto Monteiro de Barros – mais conhecido pelo pseudônimo que utilizava, Arthur da Távola –, ocorrida no último dia 9, foi lembrada na Assembléia Legislativa da Bahia por meio de moção de pesar apresentada pelo deputado Eliedson Ferreira (DEM). O parlamentar lembrou a rica história de vida daquele "brasileiro que presenteia a todos nós com um legado de vida fecunda em criações literárias e com seu profundo amor pela cultura", disse o parlamentar em sua justificativa.
Paulo Alberto Monteiro de Barros nasceu em 3 de janeiro de 1936 no Rio de Janeiro. Iniciou sua vida política em 1960 no PTN, pelo então Estado da Guanabara, hoje Rio de Janeiro. Dois anos depois elegeu-se deputado constituinte pelo PTB. Morou na Bolívia e no Chile entre os anos de 1964 e 1968, quando foi cassado pela ditadura militar. Na Assembléia Nacional Constituinte de 1988, tornou-se um dos fundadores do Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB).
Na ocasião, defendeu alterações nas concessões de emissoras de televisão para permitir que fossem criados canais vinculados à sociedade civil. No mesmo ano de 1988, concorreu, sem sucesso, à prefeitura do Rio de Janeiro. Também foi presidente do PSDB entre os anos de 1995 e 1997. Exerceu mandatos de deputado federal de 1987 a 1995 e de senador de 1995 a 2003. Em 2001, foi secretário de Cultura da cidade do Rio de Janeiro durante nove meses.
Além da atividade política, Arthur da Távola atuou como redator e editor em diversas revistas, notadamente na Bloch Editores. Foi colunista de televisão nos jornais Ultima Hora, O Globo e O Dia. Também foi diretor da Rádio Roquette Pinto. Ultimamente, ele apresentava o programa "Quem tem medo de música erudita?", na TV Senado. No campo da literatura, destacou-se com a publicação de, ao todo, 23 livros de contos e crônicas.



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