MÍDIA CENTER

Videoconferência discutiu eleições diretas na escolas

Publicado em: 09/05/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Videoconferência discutiu ontem, no Instituto Anísio Teixeira, eleições diretas na escolas
Foto:

Quando a proposta de implementação de eleições diretas para diretor e vice-diretor das escolas públicas chegar à Assembléia Legislativa, a sociedade baiana já terá se apropriado da mesma, assumindo-a como de todo os baianos. Esta avaliação do deputado Bira Corôa (PT), presidente da  Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, foi feita na tarde de ontem na videoconferência realizada no Instituto Anísio Teixeira (IAT). O evento, que foi transmitido para 31 municípios, contou com a participação do secretário estadual de Educação, Adeum Sauer, da superintendente de Acompanhamento e Avaliação do Sistema Educacional (Supav), Eni Santana Bastos, da coordenadora da Supav, professora Euzelinda Nogueira Dantas, que fez uma palestra sobre o projeto governamental, e de diversos diretores e professores da capital e do interior.    
Logo na abertura dos trabalhos, o secretário Adeum Sauer elogiou o trabalho desenvolvido pelo Comissão de  Educação da Assembléia Legislativa, afirmando que “quanto mais debates existirem, mais o projeto poderá ser aperfeiçoado”. Ele lembrou que a proposição governamental é fruto do acúmulo das diversas experiências brasileiras. “Eu mesmo ajudei a implementar as eleições em Itabuna, na época em que comandava a Secretaria municipal”, destacou, ressaltando, porém, que a democracia nas escolas não podem se resumir apenas ao processo de eleições de diretas. “A questão é muito mais ampla”, afirmou.   
O presidente do colegiado, Bira Corôa também seguiu esta linha de argumentação e falou “estamos vivendo um momento histórico quando todos podem intervir e contribuir para a efetiva democratização da educação na Bahia”. Empenhado neste projeto, o petista informou que a comissão vai hoje a Serrinha participar de uma audiência pública sobre a Gestão Escolar Democrática, na Direc 12, que engloba 22 municípios.
 

DEBATE

Em seguida, a professora Euzelinda Nogueira explicou como se dará o processo eleitoral, detalhando os aspectos técnicos, tais como duração do mandato (três anos, com direito à reeleição) e os requisitos básicos para concorrer ao pleito, que terá votação direta e secreta. Ela disse ainda que caso os votos nulos sejam superiores aos votos válidos, haverá nova eleição.
Para além das questões referentes ao processo eleitoral, a palestrante fez questão de destacar a importância da realização do curso de gestão escolar. “Todos os que vão concorrer ao cargo são obrigados a realizar o curso. Porém, é importante que, mesmo os que não pretendem se candidatar agora, façam o curso e tenham esta formação para termos um banco de dados qualificado”.
Euzelinda Nogueira informou que cada candidato deverá apresentar um plano de gestão e que este terá  acompanhamento e avaliações constantes. “Não basta elaborar um plano, mas também é fundamental mobilizar toda a comunidade para efetivá-lo. Nos debates, os professores e diretores da capital e do interior fizeram uma série de questionamentos, principalmente em relação à autonomia financeira e político-pedagógica das instituições. As contribuições, garantiram os dirigentes da Secretaria de Educação, serão incorporados à proposta governamental.



Compartilhar: