O clima de revolta e indignação foi a tônica da reunião da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembléia Legislativa. O colegiado recebeu, ontem, Adelina Fernandes Domingos, mãe do jovem Anderson Domingos Barbosa, de 16 anos, assassinado no último dia 28, no bairro Pau da Lima, por quatro homens encapuzados. "Vi meu filho morrer sem que eu pudesse fazer nada e vim aqui buscar justiça", frisou. Para o petista Yulo Oiticica, este é mais um caso claro da atuação de grupos de extermínio no estado. GRILAGEM
Segundo Adelina, seu filho foi morto por engano, pois a polícia estava à procura de um marginal conhecido como "Zoinho", pois esse havia matado um policial, e seu filho tinha esse mesmo apelido. Yulo reafirmou a participação de policiais nos grupos de extermínio e defendeu uma visita do colegiado à desembargadora Silvia Zarif, presidente do Tribunal de Justiça, para esclarecer o fato de que os policiais que tiveram sua participação comprovada em grupos de extermínio nunca foram presos.
O presidente do colegiado, deputado Fernando Torres (PRTB), ressaltou a coragem de Adelina. "Denúncias têm que ser feitas, sejam elas envolvendo grupos de extermínio, policiais e traficantes", salientou. O colegiado encaminhará à Secretaria da Segurança Pública um ofício, solicitando informações acerca do caso e pedirá proteção de vida para a família da vítima. Além dessas ações, solicitará que a Delegacia Especializada para a Repressão de Crimes contra a Criança e o Adolescente – Derca acompanhe a investigação.
Ainda na reunião de ontem, o colegiado aprovou dois projetos. Um, de autoria do deputado Gilberto Brito (PR), que estabelece destinação preferencial para idosos e portadores de necessidades especiais de locomoção em apartamentos térreos em edifícios construídos pelo Estado por meio de programas habitacionais, e o outro, do ex-deputado Walmir Assunção, que institui a semana estadual de prevenção da doença falciforme.
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