Secretário da Segurança anuncia na AL ações contra a violência
Por mais de quatro horas seguidas, a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da AL, presidida pelo deputado Fernando Torres (PRTB), discutiu a segurança no estado. Na quarta feira, em uma audiência pública concorridíssima, o novo secretário da pasta, César Nunes, expôs as ações prioritárias para o ano de 2008, respondeu questionamentos dos deputados e afirmou que realmente houve um acréscimo do número de homicídios e de roubos de carros no estado. No entanto, disse ele, quando em relação a outros índices, houve decréscimo.
Segundo César Nunes, depois de efetuado um diagnóstico da situação atual, pode-se comprovar a necessidade urgente do aumento do efetivo e melhor capacitação desse pessoal, fato que para ele será minorado após a contratação dos 3.200 novos policiais que já estão em treinamento. Além desde aspecto, o secretário ressaltou a necessidade de reaparelhamento e ampliação da frota e destacou como ponto positivo a implantação da delegacia virtual. "Os cidadãos vão poder registrar suas queixas via Internet, assim teremos uma noção em tempo real da segurança", frisou.
Quando questionado sobre o aumento de mais de 60% dos casos de homicídio em relação a 2007 e a necessidade de solicitar do governo federal a intervenção da força nacional de segurança, o secretário descartou a possibilidade, já que a polícia intensificou algumas ações. "Depois do diagnóstico dos pontos mais violentos da cidade e o aumento do efetivo nestas áreas, o número de mortes praticamente inexiste", ressaltou, informando que este procedimento vai ser estendido para outros pontos críticos da capital.
Ainda justificando a não intervenção da força nacional, o secretário supôs que o aumento dos homicídios ocorreu em conseqüência de disputas dos traficantes, uma vez que logo após efetuadas prisões de membros do primeiro escalão do narcotráfico, o segundo e terceiro escalão entraram na disputa por espaço.
Diversos deputados cobraram do secretário um posicionamento acerca dos policiais civis e militares aprovados em concursos públicos e que ainda não foram convocados. César Nunes se comprometeu a verificar a legalidade do ato e analisar a situação. Alguns parlamentares defenderam a idéia de que seja enviado, em caráter de urgência, um projeto que resolva este problema.
EXTERMÍNIO
Outra questão abordada foi a existência de grupos de extermínio atuando na Bahia. O deputado petista Yulo Oiticica informou que, segundo dados oficiais, houve a diminuição de 94 mortes em 2004 para 36 vítimas em 2007. No entanto, para ele, este crime, que tem também um viés social, tem um grande número de policiais envolvidos, e estes, que já tiveram sua participação comprovada, não foram condenados.
Apesar de ser consenso entre os 35 deputados presentes que a questão de segurança pública não tem ideologia partidária, oposição e situação travaram discussões que giraram em torno do mascaramento ou não de dados estatísticos fornecidos à imprensa pela própria Secretaria de Segurança Pública, procedimento que, segundo parlamentares da situação, era utilizado pelo governo passado. Acusação repelida pela oposição com o argumento de que muitos membros que integram o quadro efetivo do governo atual também integravam as administrações passadas. "Não estou aqui para julgar nem passado nem presente, precisamos encontrar as soluções para o futuro", enfatizou o secretário.
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