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Violência sexual nas escolas públicas

Publicado em: 30/04/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão de Educação da Assembléia debateu ontem a violência sexual nas escolas públicas
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A violência sexual nas escolas públicas foi o tema discutido durante a audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, presidida pelo deputado Bira Coroa (PT), ontem pela manhã, na Assembléia Legislativa. Integrantes da Polícia Militar, educadores em geral, representantes da Secretaria de Educação, entidades comunitárias e da Universidade Estadual de Feira de Santana debateram por mais de três horas, com os parlamentares, o crescimento e os motivos que dão origem à violência sexual contra os jovens na infância e adolescência.

Um trabalho científico com ampla pesquisa nas escolas públicas, abordando vários itens com relatos dos professores e alunos violentados, foi apresentado com exposição inclusive de slides, comprovando que os próprios pais e em seguida os padrastos são responsáveis pela maioria dos estupros.

A violência sexual, em grande parte, é contra os alunos do sexo feminino, mas os casos de incestos - irmãos violentando irmãs - também obteve surpreendente destaque durante as pesquisas. Os professores da UEFS, Marco Antônio Oliveira de Santana e Rosely Cabral de Carvalho sugeriram que o tema seja incorporado definitivamente aos trabalhos da comissão, contando de imediato com apoio dos deputados Bira Coroa e Maria Luiza(PMDB).

DROGAS

A audiência pública não se limitou tão somente à violência sexual, mas abordou também um assunto que demonstrou grande preocupação por parte dos educadores e militares, que foi o uso do álcool e outras drogas no âmbito das escolas públicas. O consumo de substâncias psicoativas tem aumentado em muito, mas nesses casos e segundo dados colhidos também nas comunidades em que residem os alunos, a clientela é da faixa etária entre 17 e 19 anos.

Como o estupro é o caso de maior incidência de violência, ele vem seguido de violência física e genital perpetrada por agressores alcoolizados ou drogados. As denúncias à polícia são feitas pelas mães dos jovens violentados, mas sempre demonstrando estarem intimidadas, às vezes ocultam dados por medo dos próprios agressores, que são em grande parte pais ou padastros.

A deputada Maria Luiza não escondeu sua satisfação pelo excelente trabalho desenvolvido pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Já o presidente Bira Corôa ficou feliz em ouvir do Capitão Ubiracy, um dos representantes da Polícia Militar, que a parceria entre a instituição e a Secretaria Estadual de Educação já está pronta e que serão criadas bases para ronda escolar inicialmente em Salvador e Feira de Santana. A PM vai utilizar não somente policiais fixos nas regiões escolares, mas principalmente viaturas e motos.



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