Secretário Batista Neves reconhece deficiências, mas vê avanços
O secretário de Infra-estrutura, Batista Neves, expôs ontem a situação portuária da Bahia em audiência pública promovida pela Comissão de Infra-estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, presidida pelo deputado Júnior Magalhães (DEM). Segundo o secretário, os investimentos realizados nas estruturas portuárias não acompanharam o crescimento econômico do Brasil. "Estamos há vários anos perdendo renda para outros estados. Estamos investindo para recuperar o tempo perdido", enfatizou, trazendo o debate para um viés estadual.
O proponente da audiência, o deputado Heraldo Rocha (DEM), pediu esclarecimentos a respeito de uma matéria publicada na revista Exame, que nomeava o porto de Salvador como o pior do país. Marco Medeiros, diretor-presidente da Codeba, disse que a matéria é tendenciosa, uma vez que não traz para os leitores uma análise das variáveis e critérios utilizados. "Um dos principais gargalos apontados na revista foi a dificuldade de acesso terrestre ao porto, e esse problema será resolvido com a construção da Via Expressa Portuária, obra a cargo do governo do Estado, mas patrocinada pelo PAC, que terá a extensão de 5,1 km e interligará a BR-324 ao porto", explicou.
Outras ações apontadas são as dragagens para aumento do calado nos portos estaduais e a construção do Porto Sul, na praia de Ponta da Tulha, em Ilhéus, com o objetivo de integrar a ferrovia originária de Caetité, que servirá para o escoamento de minérios, grãos e biocombustíveis destinados à exportação.
NEGÓCIOS
Paulo Villa, diretor executivo da Associação dos Usuários dos Portos da Bahia, enfatizou a necessidade de modernização e ampliação de todos os portos estaduais. "O porto de Salvador tem 100 anos e o de Aratu tem 30 anos de construído", destacou.
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