"Na vida não tem nada mais importante do que a felicidade". A definição foi do deputado federal João Leão (PP-BA) ao discursar em agradecimento pelo título de cidadão que acabara de receber das mãos do seu filho Felipe, em uma quebra de protocolo promovida pelo presidente Marcelo Nilo. "Vocês hoje (ontem) me tornaram um homem muito, mais muito mais feliz", disse com empolgação, sendo aplaudido de pé.
Ao assumir a tribuna, o pernambucano que se radicou ainda na infância no município de Barra, prosperou em Salvador e se notabilizou na política em Lauro de Freitas não levava qualquer anotação. "Não vim pronto para fazer discurso", disse pronto para fazer um rápido painel de memória sobre sua vida. Fez o plenário gargalhar, se emocionar e emudecer, diante de sua saga.
A chegada à Bahia foi trazido pelo pai Luiz Felipe, um usineiro e dono de jornais no Recife, que tinha uma vida abastada. Ao ler um livro sobre o potencial do Rio São Francisco formou uma caravana para percorrer a região e voltou proprietário da Fazenda União, em Barra. Mas os negócios foram mal e o pai acabou quebrando financeiramente. Adolescente, foi estudar fora, "mas a Bahia já estava nas minhas entranhas."
Tornou-se corretor de imóveis em Salvador e alcançou o sucesso no ramo, chegando a criar uma construtora. Lauro de Freitas ocorreu como que por acaso. Um amigo começou a dizer que ele era o nome para ajeitar a cidade e um vereador atacou violentamente a proposta. "Nem imaginava concorrer à prefeitura, mas terminei concorrendo por causa do vereador", contou. Perdeu por 311 votos na primeira e, quatro anos depois, foi eleito o prefeito mais votado do país. Depois, vieram os mandatos na Câmara.
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