A questão da segurança pública esteve no centro das discussões, na manhã de ontem, na Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público. Depois de mais de duas horas de debates, os parlamentares decidiram realizar uma audiência pública para apreciar a implantação do sistema de "Ronda Familiar da Polícia Militar". A proposta, acolhida pelo colegiado à unanimidade, foi uma iniciativa do sargento da PM Abisolon Pereira. Os deputados discutiram os diversos aspectos ligados ao combate à violência. DEBATE AUDIÊNCIAS
O presidente da comissão, Bira Corôa (PT), fez questão de destacar que a segurança não é apenas um problema de polícia. "A violência é conseqüência também da falta de políticas públicas. Maria Luiza Laudano reforçou a importância da Ronda Familiar, dando o exemplo de Pojuca. "Lá, tivemos um resultado maravilhoso, com a participação de toda a comunidade". Ela aproveitou ainda para lamentar o assassinato do músico da banda Parangolé, Rogério de Abreu Oliveira, que era filho de Pojuca.
O problema da violência também foi destacado pelo vice-presidente do colegiado, Clóvis Ferraz (DEM). Ele afirmou que é preciso existir interação entre as polícias porque "vivemos em um momento em que a situação está fora de controle."
Já Neusa Cadore (PT) destacou a importância da realização de audiências públicas. "Nós só temos a ganhar quando democratizamos o acesso do cidadão a esta Casa, principalmente para tratar de assuntos relevantes como este."
Por fim, o sargento Abisolon solicitou apoio dos parlamentares na divulgação do 2o Seminário de Direitos Humanos da PM da Bahia, que acontecerá entre os dias 10 e 12, no Quartel da PM, na Rua Carlos Gomes, em Salvador.
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