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Construção de poços amazonas é solicitada por Gilberto Brito

Publicado em: 27/02/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado luta para viabilizar água para milhares de pessoas que convivem com a seca
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Preocupado em viabilizar água para milhares de pessoas que convivem com a seca, o deputado Gilberto Brito (PR) sugeriu aos presidentes da Companhia de Desenvolvimento e Ação regional – CAR, César Lisboa, e da Companhia de Engenharia Rural – CERB, Cícero Monteiro, através de indicação, que incluam nos programas dos dois órgãos a construção de poços amazonas, popularmente conhecidos como cacimbões e que são apropriados para áreas de baixadas.
"Todas as vezes que me deparo com alguma experiência exitosa no minimizar os efeitos da seca, procuro levá-la adiante", argumenta Gilberto Brito, acrescentando que, geralmente, cada poço tem uma vazão entre dois a cinco mil litros/hora, com qualidade de água previamente conhecida no que tange à salinidade, e muito raramente é seco. De acordo com o deputado, a mão de obra para a construção é local, exceto para a instalação do motor ou bomba elétrica, para o que as prefeituras dispõem de pessoal, enquanto a manutenção independe de técnico especializado.
Em sua indicação, Gilberto Brito disse acreditar que, com esta estrutura tão simples e de baixo custo, a sede de muita gente e dos animais poderá ser mitigada; alguma pequena produção será viabilizada, até porque o mecanismo é de fácil aprendizado e execução, bastando que particulares desenvolvam outros, por meio de investimentos próprios ou com fartos recursos do Pronaf; alguns sofrimentos quando nada atenuados e evitadas algumas migrações para os centros urbanos, cada dia mais desumanos, tão crescente é neles a violência.

AMAZONAS

Os detalhes técnicos foram apresentados pelo parlamentar em sua proposição aos dirigentes da CAR e da CERB. Poço artesiano é um simples equipamento com finalidade hídrica, obtido com a abertura de um poço com diâmetro a partir de 1,20 m – o bastante para comportar um homem em trabalho braçal – estrategicamente locado em área de um vale ou mesmo em leito seco de um riacho ou rio temporário, até atingir a camada de águas subterrâneas, geralmente no derredor de 5 m. Ele tem duas modalidades de revestimentos utilizáveis: uma com manilha; outra com paredes circulares em alvenaria.
Na primeira modalidade coloca-se a manilha sobre o local escolhido para a abertura, que é iniciada. A proporção que a escavação for aprofundando, a manilha acompanha a sua verticalidade, até atingir o limite superficial do solo. Encaixa-se a segunda manilha sobre a primeira, isto de forma sucessiva, até o limite desejado; no caso, a obtenção da água. Finda a primeira etapa, com o poço simultaneamente revestido, restam dois acabamentos: se o poço foi cavado fora de um leito fluvial, basta fechá-lo com uma lage "adredemente fabricada", deixando a abertura destinada à passagem da tubulação a ser implantada para a sucção e distribuição da água, feita por meio de pequeno motor tocado a combustível ou bomba elétrica. "Sendo cavado no leito fluvial, encaixam-se tantas manilhas quantas necessárias para superar o nível de grande cheia. Isto é do amplo conhecimento dos ribeirinhos, evitando-se obstrução ou poluição", diz o deputado, acrescentando que a segunda modalidade consiste em cavar-se o poço e ao final revestí-lo com construção em alvenaria. A metodologia para acabamento é a mesma utilizada no poço com manilhas.



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