O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, decretou luto oficial de três dias em respeito à memória do ex-deputado Chico Pinto, que faleceu, na tarde de ontem, aos 77 anos, vítima de uma infecção bacteriana generalizada provocada por um câncer. Com isso, a Bandeira da Bahia ficará nesses dias a meio mastro. O político, que se notabilizou no combate à ditadura militar, era também hipertenso e sofria com problema renal crônico, o que o obrigava a fazer diálise desde outubro do ano passado.
O enterro de Chico Pinto ocorrerá hoje, às 16h, em Feira de Santana, sua cidade natal. O início da trajetória do combativo político está ligada ao município, onde foi vereador e depois prefeito, sendo cassado e preso pelo regime militar. A cidade, aliás, recentemente, resolveu homenageá-lo, criando um centro de documentação sobre a sua trajetória.
Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, elegeu-se deputado federal e coordenou, na Câmara dos Deputados, o Grupo Autêntico do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), junto com os pernambucanos Fernando Lyra e Marcos Freire (esse, também, já falecido), o gaúcho Alceu Colares, o paraibano Marcondes Gadelha, dentre outros.
Aguerrido, o deputado marcou sua passagem pelo parlamento com fortes discursos de viés ideológico. Talvez um dos principais tenha ocorrido em março de 1974, quando protestou contra a presença do general Augusto Pinochet, tachando-o de assassino e fascista. Por conta disso, acabou novamente preso pela ditadura militar.
Ao saber do falecimento de Chico Pinto, diversos parlamentares ocuparam a tribuna da Assembléia Legislativa, na tarde de ontem, para manifestar pesar.
REDES SOCIAIS