"Eu creio sinceramente que são essas mudanças de ordem cultural que marcam uma virada de época, que delimitam uma nova maneira de governar"
Durante muito tempo, governos anteriores adotaram políticas atomizadas para essa região, agindo por projetos, sem a preocupação em formular uma política de governo que procurasse olhar a floresta e não apenas a árvore. A política da intervenção por projetos não modificou os vergonhosos, afrontantes índices sociais que essa região apresenta. Ou seja, revelou-se ineficaz.
Decidi mudar a política. Compreendemos que só começaríamos a mudar a situação social do Semi-Árido por intermédio de uma ação de governo e não via projetos setorizados.
Por isso, o Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido. Trata-se de buscar eficiência na ação do governo, integrando-a com as instâncias municipais e federais, particularmente com as prefeituras.
Vamos dar especial e particular atenção às comunidades mais pobres, visando retirá-las da situação de miséria absoluta em que se encontram, procurando, com rapidez, suprir algumas carências básicas, que atentam contra direitos elementares da cidadania, como, por exemplo, a falta de documentação, atenção à saúde e educação, água, saneamento.
"Nossa população não pretende mais ser apenas expectadora dos acontecimentos políticos, não quer apenas participar da vida política no período eleitoral"
Pretendemos mudar rapidamente, em um ou dois anos, alguns indicadores sociais dessa região, como a mortalidade infantil e a evasão escolar, por exemplo. Durante o ano de 2007, já agimos dessa maneira, dando os primeiros passos nessa direção, com destaque para a atuação em 44 municípios dos territórios do Semi-Árido Nordeste II, Sisal e Itaparica.
O Programa Água para Todos inscreve-se, com ênfase, nessa mesma prioridade. O foco principal de sua atenção é o Semi-Árido. Queremos proporcionar água para 1,2 milhão de pessoas até 2010, e já iniciamos, em 2007, obras que vão beneficiar 561 mil pessoas. Estendo-me um pouco nos números desse programa porque para o nosso governo ele é absolutamente prioritário – foram construídas 2.326 cisternas, 31% a mais do que nos três anteriores. Até 2010, o governo vai construir 100 mil cisternas.
Além disso, foram concluídas 103 mil novas ligações domiciliares de água, beneficiando 456 mil pessoas, que representa 20% a mais que em 2006; iniciado um amplo programa de saneamento de 11 municípios da Baía de Todos os Santos e concluídas 43 mil novas ligações de esgoto na área urbana, beneficiando 228 mil pessoas. O Água para Todos pretende ser uma intervenção também global, que enfrente o problema da água e do saneamento, das condições de vida da população.
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