Em seu discurso, o governador Jaques Wagner reafirmou o compromisso de construir um novo modelo de gestão, visando ao desenvolvimento com inclusão social, através da participação popular e fundamentado pelos valores da democracia, da noção de república, ética e transparência. "Na política, mais do que tudo, os valores são fundamentais. É a partir deles que orientamos nossa ação", afirmou.
O governador fez um balanço das ações executadas em 2007, destacando o desenvolvimento econômico e intervenções na área social, como educação, saúde e abastecimento de água. "O mais difícil, sempre, é mudar a cultura, hábitos arraigados. É a mudança dessa cultura que nós estamos promovendo. Acabou o tempo da chefia autoritária. Estamos sob o tempo da autoridade democrática", frisou Wagner.
Ele ressaltou a importância da Assembléia Legislativa como representante das diversas visões políticas da sociedade para o fortalecimento das instituições republicanas e o seu papel essencial na construção de uma Bahia capaz de dar condições dignas de vida à população.
"Ao governo importa muito ouvir o que a Assembléia tem a dizer porque isso ajuda a consolidar o que estiver certo e corrigir o que houver errado", disse o governador, ressaltando que o seu governo tem mantido uma relação de profundo respeito com a Casa e tem tido dela, sempre, uma resposta respeitosa e soberana.
Wagner convocou os parlamentares a continuar participando, tanto os da base aliada quanto os que, democraticamente, divergem das ações do governo. "A crítica é essencial à democracia e, quando correta, ajuda qualquer governo a corrigir rumos. Por isso, peço o envolvimento de todos na construção dessa nova Bahia, mais justa, mais voltada à realização plena do ser humano, objetivos que são de todos, apesar das diferenças políticas próprias da vida democrática", afirmou.
CONQUISTAS
Sobre as conquistas do primeiro ano da sua gestão, Jaques Wagner destacou o fortalecimento dos Conselhos e Conferências, que aconteceram em 26 territórios de identidade do estado, provocando um diálogo intenso e profundo com a sociedade sobre as prioridades das políticas públicas. "Trata-se de instâncias populares de democracia direta que participam decisivamente da elaboração de políticas e do exercício do controle social do estado, marca dessa nova fase da vida política democrática", salientou
O governador citou a criação do Portal Transparência Bahia e o projeto de criação da Controladoria Geral do Estado como fundamentais para o acompanhamento, orientação e fiscalização do dinheiro público. "O segredo e o compadrio dão lugar à transparência e ao compartilhamento das ações, feitas sempre às claras, sob fiscalização do povo e sujeitas permanentemente à sua avaliação", disse.
Já o Programa Compromisso Bahia, criado para dar racionalidade e qualidade ao gasto público, trouxe, segundo o governador, uma economia para o Estado de mais de R$ 31 milhões. "A CPI da Ebal evidenciou uma maneira de tratar os recursos públicos que vai na contramão de quaisquer procedimentos éticos. Foi a corrupção que tornou a Ebal uma empresa falida. Um crime contra o povo da Bahia", advertiu.
Na área social, o governador destacou a criação do programa Todos pela Alfabetização (Topa), que em 2007 teve 220 mil matrículas e tem a previsão de alfabetizar 1 milhão de pessoas até 2010. Além disso, foi destacada a contratação de professores e a oferta de 5 mil vagas para a educação profissional, o dobro do que era oferecido anteriormente.
Em relação à saúde, o governador lamentou a perda de receita advinda da extinção da CPMF, além da dívida de cerca de R$ 210 milhões herdada de administrações passadas, o que trouxe reflexos negativos no atendimento à população. Apesar disso, foram realizadas reformas em nove hospitais, contratados cinco mil profissionais de saúde e inauguradas seis farmácias populares, além do início da construção da Bahiafarma, do Hospital do Subúrbio e do Hospital da Criança, em Feira de Santana.
Ainda na área social, o governador destacou a preocupação especial do governo com a região do Semi-árido, que abrange 69,7% do território baiano e abriga aproximadamente 50% da população. Integrando ações municipais, estaduais e federais, o Projeto de Desenvolvimento do Semi-árido tenta suprir carências básicas daquela população: falta de documentação e atenção à saúde, educação, água e saneamento. O programa Água Para Todos é uma das principais ações na região, com previsão de levar água para 1,2 milhão de pessoas até 2010, além de construir 100 mil cisternas.
Do ponto de vista econômico, o governador informou que o Estado teve um crescimento de 4,5% com a criação de cerca de 60 mil empregos sendo 34 mil no interior do estado. O total de empregos criados em 2007 representa mais do que o dobro da soma de 2006. "Esse é o aspecto essencial: o desenvolvimento tem sentido quando seus resultados significam melhoria na vida das pessoas", afirmou Wagner.
Para o governador, o ano de 2008 será o aprofundamento do projeto de uma Bahia que seja de todos. De um Estado que esteja a serviço de todos, republicano e democrático. "A Bahia, enfim, ganha o estatuto de República, digna dos heróis do 2 de Julho. Viva a democracia! Viva o povo da Bahia!", finalizou o governador.
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