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RETROSPECTIVA DAS COMISSÕES - Comissão da Fiol comemora concessão de trecho da ferrovia

Publicado em: 19/01/2022 18:32
Editoria: Notícia

Deputado Antonio Henrique Jr. (PP)
Foto: AscomALBA/Agência-ALBA
O resultado do leilão para a conclusão do trecho de 537 quilômetros entre as cidades de Ilhéus e Caetité foi considerado uma vitória importante, em 2021, para os integrantes da Comissão Especial da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul, da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).



Realizado em abril, o leilão teve como vencedora a Bahia Mineração (Bamin) – empresa também responsável pela exploração da mina de ferro, localizada em Caetité.



Na avaliação dos integrantes do colegiado, o sucesso do leilão garante a realização da obra que vai alavancar o desenvolvimento em toda a região, além de permitir, em nova etapa, a interligação da malha ferroviária baiana com a nacional.
A concessão deve garantir R$3,3 bilhões de investimentos, sendo R$1,6 bilhão para a conclusão das obras. A empresa vencedora concluirá as obras (faltam 25%) e terá a concessão do trecho por 35 anos.



A ferrovia começou a ser construída em 2010 e deveria ter sido entregue em 2014, mas o Governo Federal alegou falta de verba. Cerca de 75% das obras estão concluídas e os outros 25% serão bancados pela empresa vencedora do leilão.



Para o presidente da comissão, deputado Antonio Henrique Jr. (PP), as obras da Fiol só não estão mais adiantadas por causa da burocracia e da Operação Lava Jato. “A burocracia impede as coisas acontecerem. Com a Lava Jato, as empresas que estavam construindo a ferrovia, parceiras uma das outras, como a OAS e Odebrecht, foram atingidas, não pelas obras da Fiol, mas em outras áreas, e elas desistiram”, afirmou ele, em entrevista à rádio A Tarde FM.



Já a deputada Ivana Bastos (PSD), ex-presidente e integrante da comissão, disse que os parlamentares acompanharão de perto o desenrolar das obras, colaborando para a celeridade desse empreendimento estruturante.



Ela lembrou que, depois de concluída, a Fiol viabilizará a extração de minério de ferro na mina de Caetité que será exportado através do Porto Sul, por onde também escoará a safra de grãos do Oeste da Bahia e até da Região Centro-Oeste, “movimentando os portos, barateando o agronegócio brasileiro e tornando os produtos ainda mais competitivos no mercado internacional”.



Para este ano, o Governo Federal projeta a concessão em um único bloco dos trechos 2 (entre Caetité e Barreiras), 3 (Barreiras a Figueirópolis, em Tocantins) e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico).



O engenheiro Marcello Costa, secretário Nacional de Transportes Terrestres, explica que a ideia de oferecer as áreas juntas, como se fossem apenas uma, é que o futuro investidor poderá compensar com os trechos mais adiantados os outros que necessitem de um maior volume de recursos. As obras da Fiol 2, tocadas com recursos públicos através da Valec, devem receber até o final deste ano por volta de R$450 milhões. Marcello Costa lembra que o volume é bastante expressivo, se for levada em conta a realidade atual.





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