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Comércio de bebidas em latas de aço pode ser proibido na Bahia

Publicado em: 25/01/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Maria Luiza Laudano quer proibição de comércio de bebidas em latas de aço na Bahia
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Maria Luiza Laudano defende alumínio para economizar energia
A deputada Maria Luiza Laudano (PTdoB) apresentou projeto de lei à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa dispondo sobre a proibição da comercialização de bebidas envasadas em latas de aço no estado da Bahia. "O alumínio é 100% reciclável em número ilimitado de vezes e, quando isso ocorre, é economizada 95% da energia que foi necessária para produzí-lo da primeira vez", frisou.
A parlamentar justificou a proibição de latas de aço, explicando que as latinhas de alumínio recuperadas são transformadas em lingotes (solidificação do alumínio em moldes permanentes) que, posteriormente, são reempregados na fabricação de novas latas e inúmeros outros produtos. Ela informou que na reciclagem de uma tonelada de alumínio são gastos, somente, 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário.
"Ocorre uma economia de espaço e energia, redução no custo do transporte, maior giro de estoque, além de não enferrujar e proporcionar maior proteção ao meio ambiente", frisou Laudano, enfatizando que, por serem inquebráveis, são seguras para o consumidor, além de gerarem economia de eletricidade por gelar os líqüidos em seu interior com muito mais rapidez e eficiência.

SOCIAL

Ela ressaltou ainda o benefício social que a aprovação deste projeto trará para as pessoas, uma vez que o lixo influencia decisivamente na educação ambiental da população, bem como na geração de trabalho e renda de milhares de famílias, principalmente para aqueles com pouca qualificação profissional.
"Cerca de 135 municípios brasileiros já se dedicam à coleta seletiva do alumínio, reciclando 6 bilhões de latas por ano", destacou a deputada, informando que, em média, 100 mil pessoas sobrevivem coletando latinhas. "São entre 2 a 6 bilhões de latinhas coletadas e vendidas à indústria de reciclagem, estimando-se um total de R$ 35 milhões pagos aos catadores, que podem ganhar, a exemplo do que ocorre em São Paulo, entre dois a quatro salários mínimos."



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