Audiência pública debateu as péssimas condições de trabalho
A estrutura da terceirização dos serviços de tecnologia da informação dos trabalhadores de informática do Estado da Bahia foi amplamente debatida ontem, pela manhã, por mais de três horas, numa audiência pública requerida pelo deputado Zilton Rocha (PT) presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público da Assembléia Legislativa. Diante de sérios problemas apresentados pelos representantes dos trabalhadores, ficou decidido que a comissão vai agendar, em caráter de urgência, audiências com os secretários da Administração e do Trabalho para intermediar as reivindicações da categoria.
O evento foi marcado por uma série de denúncias contra as empresas que possuem contrato de terceirização no setor de informática, com o Estado e com o município de Salvador, diante não somente dos parlamentares, mas, também, de representantes do INSS, Ministério Público do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho, Secretaria estadual do Trabalho e outros órgãos, além do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Órgãos Públicos de Processamento de Dados e Serviços de Informática (Sindados).
Entre as diversas denúncias do sindicato, estão, principalmente, o não cumprimento das obrigações trabalhistas, exploração da mão-de- obra, desvio de função, a falta de respeito com os trabalhadores vitimados por doenças ocupacionais, carga excessiva de trabalho caracterizando o assédio moral e, na opinião da diretora da entidade, Lúcia Helena, " próprio o trabalho escravo".
Os deputados Gilberto Brito (PR) e Álvaro Gomes (PCdoB) que revezaram-se com Zilton Rocha no comando da audiência pública, consideraram a situação muito grave, principalmente, porque a categoria tem mais de 25 mil trabalhos nas empresas terceirizadas a serviço do Estado e do município.
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