Segunda-feira , 29 de Novembro de 2021

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Colegiado de Educação debate Fanfarras Escolares na Bahia

Publicado em: 22/10/2021 07:35
Editoria: Notícia

O deputado Robinson Almeida (máscara azul), proponente da audiência pública, e o deputado federal Zé Neto (centro), ambos do PT, fizeram parte da Mesa do evento, que também aconteceu virtualmente atra
Foto: Neusa Menezes

A Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) promoveu, nesta quinta-feira (21), a audiência pública Fanfarra nas Escolas, para debater os principais problemas das bandas marciais e filarmônicas, buscando alternativas que possam manter viva esta tradição musical que mobiliza milhares de jovens em todo o estado. Gestores públicos, dirigentes das associações de fanfarras, regentes e músicos se pronunciaram sobre diversas questões, como contratação de pessoal, organização de competições e mais recursos no orçamento para o segmento.

Logo depois da abertura, ao som do Hino da Bahia, executado por um time de 11 instrumentistas, o proponente da sessão semipresencial, deputado Robinson Almeida Lula (PT), disse que desde a época em que foi secretário da Comunicação, no Governo Wagner, acompanha de perto as dificuldades das fanfarras, os momentos de aflição da juventude, e durante este tempo vem aprofundando as discussões para construir uma política pública de forma integrada para atender o setor. 

“Educação, Cultura e Prevenção Social estão aqui nesta audiência para encontrar saídas, pois precisamos avançar para responder às demandas de equipamentos, contratação com vínculo definitivo dos regentes e toda a infraestrutura dos eventos”, destacou o parlamentar.

Segundo dados oficiais, nos 417 municípios da Bahia, existem 1.100 escolas estaduais e apenas 270 fanfarras. O deputado federal Zé Neto (PT), um entusiasta antigo das fanfarras escolares, fez questão de lembrar de um grande evento ocorrido na histórica cidade de Cachoeira, contando ter ficado impressionado com a disciplina, a paixão e a disputa de meninos e meninas nas competições. “Eu sempre me emociono nesses encontros. É sempre bom estar ao lado de pessoas que resistem e lutam em favor da conexão escola e comunidade”, revelou o petista. 

FANFARRA SEGURA

Coordenador executivo de projetos da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, Marcius Almeida discorreu sobre os impactos da pandemia nos programas da área de educação musical e a preparação para a recente retomada das aulas presenciais na rede pública de ensino. 

O representante da SEC destacou o Projeto Fanfarra Segura, lançado em setembro deste ano, uma iniciativa que visa fortalecer a arte musical no currículo escolar e reconhecer a importância das fanfarras escolares para a formação da juventude. Este projeto pretende viabilizar recursos, via Fundo de Assistência Educacional (Faed), no montante de R$ 1,5 milhão, para a manutenção e higienização dos equipamentos musicais.

“A Fundação Cultural do Estado segue de portas abertas para articular e conversar com os movimentos para desenvolver ações no sentido de ampliar as atividades deste segmento que incentiva os jovens, movimenta a cultura, a música e o turismo das regiões”. Quem assim pensa é Ricardo Rosa, coordenador musical da FCEBA e representante da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). 

Em nome da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Ana Villas Boas destacou o papel do órgão na proteção da escola sob as mais variadas áreas. Ela também falou sobre o Neojibá (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), que beneficia mais de duas mil crianças e adolescentes em 13 núcleos no estado da Bahia, e informou que “o programa vem estabelecendo há alguns anos uma aproximação com as fanfarras, obtendo bons resultados”.

MAIS DIÁLOGO

Além de agradecer o esforço dos parlamentares, a tesoureira da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras, Raimunda Santana, pediu um diálogo mais estreito com os gestores da Secult e cobrou a imediata contratação de regentes e instrumentistas (16 profissionais) que já foram aprovados, mas fazem parte de um cadastro de reserva para uma posterior admissão. 

A Liga Cultural de Bandas Musicais da Bahia (Licbamba) também marcou presença na reunião através do seu presidente, Luiz Carlos Silva, que solicitou um melhor orçamento para que os jovens baianos consigam fazer festa e proporcionar diversão nos municípios. “A gente não quer dinheiro pra gente, não! A gente quer recursos para organizar com mais eficácia os eventos, contribuindo para o bem-estar e a felicidade das pessoas”, ressaltou. 

Direto da plataforma Zoom, Fátima Feire, do Fórum Estadual de Educação da Bahia, considerou de extrema relevância a aprendizagem musical no ambiente escolar. Jerry Louis, presidente da Associação de Fanfarras e Bandas da Bahia, explicou que o número de fanfarras na Bahia é muito maior do que foi anunciado, porque tem municípios, como Dias D’Ávila e Catu, por exemplo, que têm pelo menos cinco fanfarras. 

No final da audiência pública, realizada com todos os protocolos de segurança nas salas Luís Cabral e Herculano Menezes, o deputado Robinson Almeida sinalizou que, após a volta às aulas presenciais, é preciso retomar o calendário de competições. “As aulas estão funcionando 100% presenciais. Bandas e fanfarras precisam se organizar, planejar uma atividade grande ainda em 2021, envolvendo o Governo do Estado e os movimentos”, sugeriu.



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