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Cadore aplaude manhã de corrida e conscientização sobre perda gestacional

Publicado em: 15/10/2021 07:16
Editoria: Notícia

Deputada Neusa Cadore Lula (PT)
Foto: Arquivo/ASCOM

A deputada Neusa Cadore Lula (PT) aplaudiu, através de moção protocolada junto à Secretaria Geral da Mesa da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a manhã de corrida, fé e conscientização sobre a perda gestacional, neonatal e infantil, realizada pelo movimento Sinto Muito Pela sua Perda. A atividade ocorre neste domingo (17), às 6h, entre as igrejas da Conceição da Praia e do Bonfim, para dar visibilidade a esse tema tão sensível. A parlamentar é autora do projeto de lei que institui na Bahia a semana “Helena” de Sensibilização da Perda Gestacional Neonatal e Infantil.

O projeto surgiu a partir da iniciativa da servidora pública Flávia Carvalho, após a dolorosa perda da sua filha Helena, em parceria com a Rede de Humanização do Parto da Bahia. Esta mobilização será realiza anualmente na semana em que estiver inserido o dia 15 de outubro. No período, ocorrerão ações educativas de prevenção, orientação de profissionais de saúde para lidar com a temática, elaboração de protocolos com atitudes que escolham e respeitem as escolhas das famílias. 

A inspiradora do movimento, Flávia Carvalho, explica que o projeto tem como propósito validar a maternidade do colo vazio e, assim, “manter viva a memória de todos os bebês anjos que deixaram suas mães com o colo cheio de saudade”.

LUTO INVISÍVEL 

A perda gestacional atinge pelo menos uma em cada quatro mulheres no mundo e ainda envolve muitos tabus em relação ao tema e ao cuidado com essas mães que, muitas vezes, têm seu papel invalidado pela sociedade e sofrem com o luto invisível, informa a deputada petista. Segundo ela acrescentou na moção de aplauso, especialistas alertam para os índices de violência obstétrica nos serviços de saúde, os impactos na saúde mental das mulheres e familiares, bem como a importância de redes de apoio.

A parlamentar também aponta que interrupção brusca do exercício da maternidade e paternidade não concretizada para uma família causa profunda dor emocional e, em relação à mulher, dor física, somada a possibilidade de desencadear sentimentos como fracasso, tristeza, frustração e incapacidade, sendo essencial o apoio e acolhimento adequado para mães e pais enlutados.

“O tema ganha contornos ainda mais abrangentes quando se atribui ao bebê que morreu menor importância pelo curto tempo de vida, minimizando o luto das famílias. Além disso, com o filho natimorto, os pais não têm direito a licença maternidade e paternidade, o que significa também a negação dessa existência e de um conjunto de direitos”, finaliza Neuza Cadore.



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