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Governo do Estado deve ajudar a manter residências estudantis

Publicado em: 05/12/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Gilberto Brito mandou ao governo do Estado indicação para apoio às residências estudantis
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Conhecedor da importância das residências estudantis para a permanência do alunado carente em Salvador, o maior centro de ensino de terceiro grau na Bahia, apesar da progressiva interiorização do ensino universitário, o deputado Gilberto Brito (PR) apresentou indicação à Assembléia Legislativa, instando o governador Jaques Wagner a ajudar essas pequenas organizações a se manterem. Homem do interior (nasceu em Paramirim), o parlamentar conhece de perto o sacrifício que fazem pais – e os próprios jovens – para a manutenção dos filhos em Salvador, funcionando as residências como um socorro indispensável para esta “boa causa”.
As residências, lembrou Gilberto no documento que protocolou junto à Secretaria Geral da Mesa da Assembléia, surgiram no final da década de 60 do século passado, notadamente reunindo alunos oriundos de municípios distantes da capital como a sua Paramirim, Macaúbas, Boquira, Érico Cardoso, Igaporã, Livramento de Nossa Senhora, Itapetinga, Nova Canaã, Xique-Xique, Irecê, Itaberaba, entre outros. Constituíram-se, portanto, em verdadeiros “ninhos de proteção educacional” para os jovens que migraram para a cidade grande em busca de um caminho digno para a obtenção de futuro mais promissor.
Isto, apesar de ser uma regra quase geral a carência absoluta dessas instituições, frisou o deputado do PR. Residências estudantis foram instaladas em casarões antigos do centro de Salvador, sendo alugados pelas prefeituras municipais, enquanto a manutenção corria por conta dos moradores – a maioria dependente da ajuda dos pais. “Essas suadas mesadas eram encaminhadas aos filhos por aqueles guerreiros e guerreiras, que mesmo sentindo a dor da saudade, sonhavam com filhos vitoriosos na árdua e impiedosa competição da vida”, completou.
Gilberto Brito lembra ser difícil mensurar quantos profissionais vitoriosos só conseguiram a formatura por contar com o abrigo fornecido pelas residências, ressaltando que muitos retornaram para trabalhar e prestar serviço em suas cidades e. mesmo aqueles que se fixaram na capital, não perderam as suas raízes. Portanto, sabedor dessa realidade e preocupado com a melhoria das condições de vida daqueles que vivem as verdadeiras dificuldades, conclamou o chefe do Executivo, através da indicação, a apoiar essas casas, sugerindo ações no âmbito da Secretaria de Educação.
“O apoio poderia ser feito através de parcerias entre o Estado e as residências para pagamento das contas de energia e água, afora a doação de computadores. Tudo isso, após o desenvolvimento dos estudos necessários a esta parceria e o estabelecimento de mecanismos de controle”, explica o parlamentar. Ele sugeriu ainda a possibilidade de estágios remunerados para esses estudantes carentes – alicerce para a construção profissional e para o amadurecimento do auto-manter-se, fator preponderante na vida de cada pessoa.



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