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Denúncia na Comissão da Mulher

Publicado em: 22/11/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Lidiane denunciou a agressão sofrida e ironia feita pela escrivã quando foi registrar o BO
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Lidiane Menezes foi agredida pelo marido e maltratada na DM
O trabalho desempenhado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembléia Legislativa, defendendo e divulgando o que estabelece a Lei Maria da Penha, está ganhando credibilidade na população. Lidiane Menezes Santos, vítima de violência doméstica, compareceu ao colegiado para denunciar, buscar apoio e orientações de como proceder judicialmente em relação à agressão física sofrida por ela, no dia 14 de setembro, quando seu companheiro Vilton Santos, industriário e professor, a espancou.
Segundo ela, depois do fato, quando se dirigiu à Delegacia da Mulher, em Brotas, foi atendida com ironia pela escrivã. Para a presidente do colegiado, deputada Marizete Pereira (PMDB), tanto a agressão quanto o despreparo da escrivã têm que ser apurados com rigor. A petista Fátima Nunes ressaltou que o procedimento adotado pela escrivã evidencia o despreparo de alguns profissionais que trabalham nesta área.
O vice-presidente da comissão, deputado Eliedson Ferreira (DEM), destacou a coragem de Lidiane, enquanto a deputada Maria Luiza Laudano (PT do B) informou que o colegiado buscará todos os esclarecimentos. Já a parlamentar do PRP, a deputada Antônia Pedrosa, disse que o tratamento dispensado na Delegacia da Mulher, fere o propósito de criação das delegacias, que é de ajudar e encorajar as mulheres a denunciarem as agressões sofridas.

VISITA

Marizete Pereira relatou o resultado da visita que o colegiado fez ao Conjunto Penal Feminino, no Complexo Penitenciário do Estado, no bairro de Mata Escura. A visita contou com a participação da defensora pública-geral, Tereza Cristina, da juíza titular da Vara de Execuções Penais, Adremara do Santos e da vereadora Vânia Galvão (PT).
Segundo a deputada, o presídio, que tem capacidade para 92 detentas, está hoje com 177, muitas delas com penas a serem revistas. Dois fatos chocaram a parlamentar: ver crianças nas dependências prisionais, uma vez que as mães têm que amamentar os filhos menores de seis meses, e uma queixa recorrente das presas, segundo a qual o psiquiatra que as atende, na maioria da vezes, está embriagado e sempre prescreve o mesmo medicamento.



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