O deputado Gilberto Brito (PR) apresentou indicação direcionada ao governador Jaques Wagner, sugerindo que ele crie o Instituto da Seca. Segundo o parlamentar, este pedido se justifica pelas grandes dificuldades enfrentadas por um número cada vez maior de baianos. "O semi-árido baiano está a sofrer a mais cruel estiagem que presenciei ao longo de minha vida. Lá, acabei de ver que tudo quanto é relativo ao sustento dos rebanhos acabou", frisou o parlamentar.
Para assumir a direção do instituto, após sua criação, o deputado sugere ao governador indicar alguém que seja sensível à questão e que tenha conhecimento da problemática. "É necessário pensar individualmente, ouvir terceiros, colher informação do mais douto ao mais aculturado sofredor", salientou, destacando que esta postura trará soluções reais.
Como exemplo que pode vir a ajudar na diminuição das dificuldades enfrentadas, o parlamentar evidenciou os campos de palma cultivados em terras mexicanas. "Hoje, no México, com evolução da mais alta magnitude, um hectare desta cultura produz 400 toneladas e no Brasil se produz ínfimas 70", enfatizou.
Barragem subterrânea, plantio de algaroba e leucena, implantação de poços amazonas, aproveitamento da palha e do coco de ouricuri foram atitudes apontadas por Gilberto Brito como ações que o novo instituto pode ter na tentativa de explorar as diversas potencialidades econômicas das regiões de seca. "Todos estes procedimentos servirão para o bem do sertão e do sertanejo", concluiu.
REDES SOCIAIS