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Ivana Bastos sugere criação do serviço Doe Sangue

Publicado em: 12/01/2021 09:45
Setor responsável: Notícia

Para estimular a doação de sangue na Bahia, a deputada Ivana Bastos (PSD) apresentou, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei nº 24.022/2020 que cria, em caráter permanente, o serviço Doe Sangue, a ser operado gratuitamente por meio de aplicativo para aparelho celular. Deverão ser disponibilizadas informações para “conscientizar e orientar os usuários sobre a importância da doação”, locais de coleta e níveis de estoques por tipo sanguíneo existentes nos bancos de sangue do Estado.
Ainda visando estimular a doação de sangue, o doador deverá receber mensagens “cada vez que seu ato salvar ou colaborar para salvar a vida de pacientes, incentivando-o a continuar esse gesto de solidariedade humana”, descreveu Ivana, no texto da proposição.
Ela acredita que a criação do serviço se justifica “diante da necessidade do Poder Público em buscar instrumentos legais cada vez mais eficientes diante de uma realidade de saúde pública sempre difícil e crítica”. Segundo dados constantes no projeto de lei, durante a pandemia os estoques de sangue até agosto de 2020 na Bahia tiveram uma queda significativa, acusando uma baixa de 17% de candidatos à doação e de 15% de bolsas coletadas em relação ao mesmo período de 2019.
Para evitar essa constante, ponderou Ivana Bastos, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), que realiza “uma luta incansável” junto à Polícia Militar e a toda a sociedade, tem atendido por hora marcada, tem levado os Hemóveis a bairros e condomínios no intuito de facilitar o acesso das pessoas à doação de sangue, e buscado fortalecer parcerias com a comunidade”.
A doação de sangue, afirmou a deputada, “é um ato voluntário que pode ajudar a salvar muitas vidas”. Em cada doação, explicou, são coletados, no máximo, 450 mls de sangue e essa única doação “pode salvar a vida de até quatro pessoas”. Ela também chamou a atenção para o fato de que a pandemia não interrompeu os atendimentos nas unidades públicas de saúde, “e muitas pessoas dependem de transfusão sangue, sem contar os atendimentos emergenciais relacionados a acidentes automotivos, transplantes e outros procedimentos”.
Por fim, a legisladora pontuou que a promoção à saúde pública deve cada vez mais pautar as agendas das instituições, “considerando que saúde é direito de todos e dever do Estado, garantidos mediante políticas sociais e econômicas, bem como ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, conforme ditam os artigos 196 da Constituição Federal e 50 da Carta Maior do Estado.


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