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Secretário expõe ação cultural

Publicado em: 14/09/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Márcio Meirelles apresentou as linhas da gestão cultural baiana para os próximos anos
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"Nós ainda não temos a dimensão do papel que a cultura deve representar. Atualmente, achamos que ela é apenas uma cereja no bolo, quando devemos entender que ela é o próprio bolo. Mas, para começarmos a mudar esta realidade é fundamental que existam descentralização e democratização". Foi desta forma contundente, e ao mesmo tempo propositiva, que o secretário de Cultura, Márcio Meirelles, começou sua exposição na Assembléia Legislativa sobre as linhas para a política do setor no estado nos próximos anos. Ele veio à AL também para apresentar aos deputados a proposta da II Conferência Estadual da Cultura, que ocorrerá entre os dias 25 e 28 de outubro, em Feira de Santana.
O secretário explicou que a escolha desta cidade já é um indicativo "simbólico" de que as ações da pasta serão interiorizadas. Como prova de que os atos não ficarão somente no "campo simbólico", ele informou que, já agora em 2007, 50% dos recursos se destinarão a projetos realizados no interior. "Antes, tudo era muito concentrado. Apenas 10 proponentes ficavam com 40% dos recursos. Temos que mudar isso", afirmou, acrescentando que é preciso tirar a Bahia do século 19 e trazê-la para o século 21.
Ainda em relação aos investimentos, Márcio Meirelles garantiu que será dado apoio à cultura digital e às pequenas produções. Ele disse também que a secretaria está montando equipes que farão o acompanhamento dos projetos. Já em relação aos editais, o secretário afirmou que está pensando em organizar a participação de grupos e entidades carnavalescas neste processo.

DEPUTADOS

Logo após a apresentação do secretário, os parlamentares fizeram uso da palavra. O primeiro a falar foi o petista Zé Neto. "Não temos saída para o país se os recursos não forem descentralizados", defendeu, destacando ainda que a conferência de cultura em Feira de Santana "deverá ser um divisor de águas".
Já Bira Corôa (PT) aproveitou para criticar a política para o setor nos governos anteriores." A cultura sempre foi tratada aqui na Bahia como um instrumento de controle e alienação, criando uma perversa relação de interdependência".
No final da sessão, o líder do PT, Zé das Virgens, que comandou os trabalhos, disse que o debate de "alto nível foi de extrema relevância para a Assembléia e para a Bahia". Ele arrematou reforçando a necessidade de interiorização dos programas da secretaria.



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