Gilberto Brito propõe disseminação de laboratórios e infocentros
Interessado em oferecer mecanismos capazes de oferecer aos jovens de baixa renda acesso ao mundo da informática, pois tem consciência da importância que a familiaridade com o uso de computadores já possui para a obtenção de emprego, em qualquer ramo de atividade, o deputado Gilberto Brito (PR), instou a administração da Bahia a investir mais neste segmento do conhecimento através de indicação que apresentou à Assembléia Legislativa. Ele sugeriu ao governador Jaques Wagner e aos prefeitos baianos a busca de recursos junto ao Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações, Fust, que pode bancar investimentos inestimáveis nesta área.
Gilberto Brito examinou a composição desse fundo, suas normas e pré-requisitos e informa a existência de recursos para a realização de uma pequena revolução na disseminação de conhecimentos de informática – para quem não possui ainda acesso a computador e à internet. O deputado ressalva apenas sobre a necessidade de os projetos serem elaborados com cuidado e de haver por parte do gestor que estiver pleiteando essas verbas de fazer o acompanhamento dos seus projetos, dada à morosidade da máquina pública em nosso país.
DADOS
O deputado do PR não negligencia em sua indicação a exposição de dados a respeito da necessidade que a juventude tem de conviver com a informática para ter uma chance de ascensão social e enfatiza: "No passado, ler e escrever. No presente, ler, escrever e informática. Sem essa, é analfabeto digital". Segundo o deputado, no Brasil existem 16 milhões de analfabetos e, entre os alfabetizados, 30 milhões não concluíram sequer os quatro primeiros anos de estudo e que 50 milhões não terminaram o ensino fundamental (o primeiro grau).
Salientando que o IBGE desconhece os números exatos da exclusão digital, Gilberto Brito cita números reveladores com relação à renda dos brasileiros confrontando-os com o acesso à internet. Nas classes "A" e "B", 80% chegam a ter acesso à rede mundial de computadores, percentual que cai para 23% na classe "C". Nas classes "D" e "E", onde situa-se a maioria do nosso povo, o parlamentar lamenta que o acesso à internet esteja restrito a "míseros" 6%.
Ele entende que os recursos do Fust poderão ser empregados em ações reparadoras, a exemplo da difusão de laboratórios de informática em escolas públicas e na implantação de infocentros em sedes de associações comunitárias. A inclusão digital, para Gilberto Brito, é uma nova batalha pelo conhecimento que não podemos perder.
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