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Transposição ainda gera polêmica

Publicado em: 06/09/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão Especial do Rio São Francisco vai debater transposição em audiências públicas
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Comissão do Rio São Francisco vai realizar audiências públicas
A Comissão Especial do Rio São Francisco aprovou a realização de audiências públicas com a participação de membros da sociedade civil como forma de enriquecer o debate em torno da transposição do rio da integração nacional. Durante esta semana, os parlamentares integrantes da comissão discutirão os nomes das pessoas que vão participar dos encontros. De acordo com o presidente, Misael Neto (DEM), serão representantes de correntes a favor e contra a transposição. "Será uma forma de enriquecer o trabalho e abrir as discussões sobre o assunto na Assembléia Legislativa", disse.
Misael Neto abriu a sessão lembrando a passagem da caravana em Defesa do Rio São Francisco, que esteve na Bahia depois de percorrer diversos estados brasileiros. O parlamentar fez questão de ler a "Carta ao Leitor" da revista Transposição: Águas da Ilusão, distribuída por participantes da caravana. O texto se posiciona contra a aplicação de um grande volume de recursos em uma obra que, segundo a revista, não garante benefícios para a população carente e aponta soluções mais simples, baratas e eficientes para distribuir água para os dispersos moradores do semi-árido nordestino.
"Acredito que ninguém seja contra obras que levem água para o nordestino, mas somos a favor que seja levada água para matar a sede da população", argumenta o deputado Luiz Augusto (PP). Engenheiro Agrônomo de formação, o parlamentar utilizou informações técnicas para fundamentar sua afirmação de que a obra inviabiliza a irrigação. "Não existe lugar no Brasil onde a água seja retirada a mais de 200 metros de altura, sem que ela seja subsidiada. A água já fica cara em altitude acima de 30 metros", disse. A preocupação de Augusto é que a transposição do Rio São Francisco possa vir a se tornar uma obra semelhante à construção da estrada Transamazônica, ou seja, cara e com risco de não ser concluída.



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