80 ANOS DE ACM
O último depoimento da sessão ficou a cargo do deputado federal ACM Neto, que, em tom emocionado, fez um balanço da trajetória de Antonio Carlos Magalhães e de sua relação com a Bahia. Antes de começar seu pronunciamento, ele contou que havia recebido um telefonema do líder da oposição, Gildásio Penedo, para que falasse em nome da família. "Fiquei em dúvida, mas hoje (ontem), logo após a missa na Basílica do Senhor do Bonfim, decidi falar porque saí de lá aliviado e reconfortado com o carinho do povo baiano."
O deputado iniciou falando sobre a simbologia do dia 4 de setembro, data de nascimento do homenageado. "O 4 de setembro era um dia de festa. Nesta ocasião, o baiano expressava seu sentimento em relação ao senador, que retribuía com mais trabalho em defesa do estado", disse, acrescentando que ACM foi um privilegiado por ter tido o reconhecimento em vida.
No entanto, ACM Neto disse que esta data este ano "encerrava um paradoxo". "Se fisicamente ele estivesse aqui, talvez esta tivesse sido a festa mais discreta, pois ele não queria marcar os 80 anos, dizendo que isso iria revelar a idade", disse, provocando riso no plenário.
A relação de ACM com o tempo também foi destacada da seguinte forma pelo neto. "Ele viveu os 79 anos de forma plena e intensa, pois tinha o espírito jovem. Um dia, aliás, ele me disse que, a cada dia que passava, ficava mais moço, para desespero dos seus adversários."
PAIXÃO
De acordo com o parlamentar, este rejuvenescimento do senador está ligado, principalmente, à sua forma apaixonada de atuar. "Dentre as tantas marcas dele, duas são fundamentais: a paixão pela política e, principalmente, o amor desmedido à Bahia, este amor que, inclusive, deve servir de norte às futuras gerações."
Ao agradecer à Assembléia Legislativa pela realização da sessão, ACM Neto disse que foi "aqui nesta Casa que ACM começou a desenvolver os traços que marcaram sua trajetória."
No final de seu pronunciamento, o deputado fez um destaque especial à sua avó, Arlette Magalhães, afirmando que sem ela "Antonio Carlos não teria conseguido ser o que foi, um homem que marcou a história política do Brasil e da Bahia". E arrematou com a seguinte afirmação: "Vamos sempre honrar e orgulhar o nome de ACM."
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