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Lágrima, emoção e muita saudade na sessão em memória do senador

Publicado em: 05/09/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

O plenário da AL viveu, ontem, uma tarde de emoções na homenagem aos 80 anos de ACM
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80 ANOS DE ACM

Solenidade foi a pedido de Gildásio Penedo e Heraldo Rocha
A Assembléia Legislativa viveu duas horas de intensa emoção na sessão solene, ontem, que homenageou o senador Antonio Carlos Magalhães na data em que ele completaria 80 anos. Presentes familiares, aliados, amigos e correligionários do senador e deputados de todos os partidos representados no Legislativo – com a participação maciça dos integrantes do bloco oposicionista.
Os trabalhos começaram com a execução do Hino Nacional Brasileiro pelo soldado da PM José Carlos de Lima e pelo sargento Josué Santana da Paz, que o acompanhou ao teclado. Em seguida foi exibido um documentário que retratou a longa trajetória política do senador ACM. Iniciado com imagens captadas no sepultamento, o vídeo enfatizou a sua empatia com o povo baiano.
Em seguida, o presidente Marcelo Nilo passou a palavra ao deputado Gildásio Penedo, que junto com seu correligionário do partido Democratas, Heraldo Rocha, requereu a realização da sessão solene. Penedo agradeceu à presidência da Assembléia e às lideranças partidárias pelo acordo que permitiu a coincidência da homenagem acontecer na data do seu nascimento de ACM.
O parlamentar lembrou todos os cargos que ele ocupou, suas realizações, e destacou a sua paixão pela política, iniciada "ainda na militância da política estudantil". Louvou o seu caráter combativo, apreço à cultura e às tradições e à transformação que ele operou na Bahia. O orador seguinte, Heraldo Rocha, falou de improviso e lembrou algumas das frases célebres do senador.
Elmar Nascimento(PR) frisou a capacidade que ACM possuía de atuar como "formador de líderes" e citou como exemplo três ex-governadores presentes: Paulo Souto, César Borges e Otto Alencar. Leur, jovem parlamentar, disse que teve pouco contato com o senador Antonio Carlos Magalhães, mas que isso "não o impedia de falar de sua carreira", lembrando que seu avô, o ex-governador Lomanto Júnior, foi seu colega no Congresso. Antônia Pedrosa (PR) disse que sem ACM a Bahia está mais triste e que até festas tradicionais sem a sua presença serão mais tristes de agora em diante.

EMOÇÃO

O discurso mais emocionante foi o do deputado ACM Neto, que falou não só do homem público, mas do parente chegado, o avô "sempre preocupado em orientar e a manter unido o seu núcleo familiar". Ele prestou uma delicada homenagem a dona Arlete Magalhães, lembrando a sua dedicação de 60 anos a ACM, que não teria tido o sucesso que teve em sua vida pública sem o apoio e o conforto da esposa no lar.
Antes do encerramento da sessão solene foi executado ainda o hino ao Senhor do Bonfim, acompanhado pelas pessoas do povo e autoridades que lotaram o plenário e as galerias da Casa. A mesa de honra dos trabalhos, presidida pelo deputado Marcelo Nilo, foi também composta por dona Arlete Magalhães, seus filhos senador Antonio Carlos Magalhães Júnior e Tereza Helena Magalhães Mata Pires, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, e o sobrinho, vereador Paulo Magalhães, que representou o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Valdenor Cardoso. E ainda pelo senador e ex-governador César Borges, os ex-governadores Paulo Souto e Otto Alencar, os presidentes do TCE e TCM, conselheiros Antonio Honorato e Raimundo Moreira, além dos requerentes da sessão especial.



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