Comissão de Educação da Al recebe o secretário Ney Campelo
Presidida pelo deputado Zilton Rocha (PT), a comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público foi transformada, na manhã de ontem, em uma audiência pública para receber o secretário municipal de Educação e Cultura de Salvador. Aos deputados, docentes e representantes das secretarias municipal e estadual de Educação, presentes à reunião no Salão Nobre da Assembléia Legislativa, Ney Campelo apresentou as diretrizes do Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos - Salvador Cidade das Letras.
O programa tem como meta erradicar o analfabetismo em Salvador, cidade que, segundo o secretário, conta com mais de 113 mil analfabetos. “Nosso objetivo é conquistar o selo Município Livre do Analfabetismo, do Ministério da Educação (MEC)”, disse. Campelo informa que, para atingir este objetivo, pretende envolver diversos setores da sociedade. Para isso, tem realizado um verdadeiro “périplo”, realizando visitas à Câmara de Vereadores, além de empresas, igrejas, terreiros de candomblé, sindicatos, faculdades e universidades.
A proposta é incentivar a formação de alfabetizadores; pessoas, empresas ou instituições que se disponham a dedicar tempo e espaço para ensinar a ler, escrever e calcular. Ney Campelo informa que, em 2006, Salvador bateu o recorde nacional com a inscrição de 21.800 jovens e adultos. No ano passado, foram alfabetizadas 14 mil pessoas. De acordo com o secretário, a meta para este ano é recrutar 4 mil alfabetizadores. Para quem se interessa em participar do programa, seja pessoa física ou jurídica, a Secretaria criou formas de incentivo, a exemplo de dois selos, os troféus Universitário Alfabetizador e Empresa Alfabetizadora.
O alfabetizador conta com uma remuneração mensal de 200 reais, para cada 10 horas/aula por semana. A única exigência para se tornar um é ter o diploma do ensino médio. De acordo com Ney Campelo, o programa também pretende contar com a participação de universitários. A meta é envolver cerca de mil estudantes no programa. “Se cada universitário se dedicar a ensinar uma pessoa a ler, em pouco tempo erradicaríamos o analfabetismo em Salvador”, disse o secretário.
O deputado Gilberto Brito (PR) sugeriu que, dentro do processo de alfabetização, seja incluído o trabalho de conscientização sobre o planejamento familiar, além da participação de professores de Sociologia e Filosofia, das polícias Militar e Civil. Como “homem de formação 100% interiorana”, o parlamentar disse também que gostaria de ver incluídos no programa os estudantes universitários do interior, moradores de residências estudantis na capital.
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