A situação ambiental da região de Jaguarari, prejudicada pela exploração de cobre realizada pela Mineradora Caraíba, que tem sede no município, vai ser conhecida, in loco, na quinta-feira, dia 30, pelos membros da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos. O colegiado, presidido pelo deputado Nelson Leal (PSL), realizou no final do primeiro semestre uma audiência pública para apurar as denúncias feitas pelos representantes da Federação das Associações e Entidades do Semi-Árido (Faesa), pois, segundo os mesmos, a Mineradora Caraíba cometeu crime ambiental na região.
A Faesa tem mais de 2.519 produtores cooperados, representando mais de nove mil famílias e a direção da associação faz questão de destacar que a degradação ambiental é muito grande, pois onde existia caatinga hoje só tem pedras. Além disso, foram abertas trincheiras sem cerca, devastaram árvores e estão usando ácido sulfúrico sem licença.
Nelson Leal destacou o seminário realizado no último domingo, numa parceria entre os governos estadual e federal, para discutir as conseqüências sobre o aquecimento global e chegou à conclusão que será necessária a criação de uma frente parlamentar para acompanhar esse importante tema.
O deputado Paulo Câmara (PTB) sugeriu que sejam convidados representantes do Centro de Recursos Ambientais (CRA) para acompanhar os membros da comissão na visita a Jaguarari, o que foi aprovado. Para finalizar a reunião ordinária de ontem, pela manhã, Nelson Leal confirmou a audiência pública com o secretário estadual de Meio Ambiente, Juliano Matos, para o dia 12 de setembro, e o convite a todos os segmentos ligados à questão ambiental, tanto da capital como do interior, para participar dos debates
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