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AL celebra primeiro ano da UFRB

Publicado em: 15/08/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

O reitor da UFRB, Paulo Nacif, em evento promovido pela Comissão de Educação da AL
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Audiência destaca Universidade Federal do Recôncavo Baiano
O primeiro aniversário da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que começou a funcionar em julho de 2006, foi comemorado ontem na Assembléia Legislativa em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia e Serviço Público. O evento – uma iniciativa conjunta dos deputados petistas Zilton Rocha (presidente da comissão), Neuza Cadore e Bira Coroa – foi realizado no plenário da AL por conta do grande número de pessoas presentes.

Com o tema UFRB: história, desafios e perspectiva, a audiência pública contou com a participação do reitor e vice da universidade, professores, secretários municipais de Educação, representantes de entidades e parlamentares, totalizando quase cem pessoas. A audiência serviu também, na avaliação de Zilton Rocha, de referência para as outras regiões que estão se mobilizando para a implantação de universidades federais, como a Chapada Diamantina e a região sisaleira.

Em seu pronunciamento, Zilton observou que a Bahia, apesar de sua importância, levou praticamente 60 anos com uma única universidade federal. Para efeitos de comparação, o deputado citou Minas Gerais, que possui 14 universidades federais. Ele lembrou que a Bahia é o quinto estado em extensão territorial, quarto em população e sexto em produto interno bruto (PIB) do país. O presidente da Comissão de Educação acredita que a implantação da UFRB e da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) - uma iniciativa inédita que reúne os estados da Bahia, Pernambuco e Piauí - vem resgatar essa dívida histórica. Mas Zilton quer mais universidades federais na Bahia. Ele citou o extremo sul e a Chapada Diamantina como regiões propícias para implantação de instituições de ensino superior.

23 CURSOS

Segundo o reitor da UFRB, Paulo Gabriel Nacif, a universidade já oferece hoje 5.600 vagas em 23 cursos – filosofia, licenciatura em física, licenciatura em matemática, licenciatura em pedagogia, ciências sociais, jornalismo, história, museologia, serviço social, vídeo e cine documentário, agronomia, biologia, engenharia de pesca, engenharia florestal, medicina veterinária, tecnologia em gestão de cooperativas, zootecnia, bacharelado em ciência e tecnologia, engenharia sanitária e ambiental, enfermagem, nutrição e psicologia.

Ainda de acordo com Nacif, isso representa 25% das vagas oferecidas pelas universidades federais na Bahia – a UFBa oferece 70% e a Univasf 5%. "De todas as universidades federais criadas nos últimos 20 anos, somos a maior em termos de oferecimento de vagas", comemorou o reitor.

Para ele, a criação da Universidade Federal do Recôncavo Baiano só foi possível por conta da grande mobilização da comunidade baiana. "O governo federal nunca cumpriu o pacto federativo e a Bahia foi o estado que mais sofreu com isso", afirmou ele, lembrando que o número de vagas nas universidades deveria ser compatível com o tamanho da população. Só que, recorrendo também a comparação com Minas Gerais, ele observou que aquele estado possui uma população de 18 milhões de habitantes contra 14 milhões da Bahia.

Coube ao vice-reitor da UFRB, Sílvio Soglia, falar sobre os investimentos feitos para implantação da instituição que tem campi distribuídos em quatro municípios do Recôncavo: Cachoeira, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus e Amargosa. De acordo com ele, no primeiro ano de implantação da UFRB, em 2006, foram investidos R$10 milhões para construção de pavilhões de aula e adaptação de outros imóveis.

Neste ano, os recursos da UFRB somam R$35 milhões – já incluídos aí a folha de pagamento que corresponde a cerca de 40% do total. Para 2008, os investimentos previstos são da ordem de R$38 milhões. "Todos podem imaginar o impacto que a aplicação desse orçamento provoca numa região tão carente de recursos como o Recôncavo baiano", observou Sílvio Soglia.

Outro a se pronunciar na audiência pública foi o deputado Bira Coroa, que também fez uma comparação da situação do ensino superior da Bahia com outros estados – só que desta vez localizados na região Nordeste. Segundo o parlamentar, a Paraíba, mesmo tendo um população significativamente menor do que a da Bahia, possui cinco instituições federais de ensino superior. "Isso mostra como a política pública foi feita na Bahia durante todos esses anos". Já o deputado Heraldo Rocha (DEM) pediu um campus da URFB na cidade de Santo Amaro, sendo aplaudido pelos presentes.



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