MÍDIA CENTER

Vacina grátis contra meningite C

Publicado em: 13/08/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ubaldino quer hospital público distribuindo gratuitamente vacinas contra a meningite tipo C
Foto:

Carlos Ubaldino propõe distribuição nos hospitais públicos
Transmitida pelo ar através de gotículas de saliva, a meningite tipo C tem na vacina sua única forma de prevenção. Na Bahia, apenas os portadores de anemia falciforme e Aids têm direito à prevenção de forma gratuita. O restante da população baiana tem que desembolsar quantias entre R$120 e R$200 pela vacina, pois ela não é disponibilizada nos postos de saúde. Atento a esta questão, o deputado Carlos Ubaldino (PSC) apresentou Projeto de Lei que obriga os hospitais públicos do estado a colocarem à disposição da população,  de forma gratuita, vacinas contra a meningite tipo C.
De acordo com o parlamentar, a proposta visa a atender o estabelecido no art.233 da Constituição do Estado da Bahia. O dispositivo determina que o Estado tem o dever de garantir o direito de todos à saúde, através de políticas sociais, econômicas e ambientais que visem à eliminação ou redução do risco de doenças e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde. “Fica óbvio que não disponibilizar a vacina gratuitamente caracteriza-se como fator determinante de óbito para quantos não tenham recursos para bancar o tratamento”, conclui o deputado.
A meningite é uma inflamação nas meninges, membranas que recobrem e protegem o sistema nervoso central. Classificada pela sua gravidade (A, B e C), a doença megincocócica pode ocorrer em pessoas de qualquer faixa etária, mas é mais comum entre as crianças de até cinco anos e mais raras em idosos. As manifestações iniciais são febre alta, prostração, dor de cabeça, vômitos, aparecimento de pequenas manchas violáceas, semelhantes a picadas de insetos, que rapidamente aumentam de número e dificuldade na movimentação do pescoço.
A meningite tem início abrupto e sua evolução é rápida, podendo vitimar o doente em menos de 48 horas. Quando existe suspeita de doença meningocócica, o início do tratamento deve ser imediato, pois sua letalidade, se não tratada precocemente com antibióticos adequados, é virtualmente de 100%. Mesmo com o tratamento, o índice de óbitos desta doença é de 5% a 10%. E, das pessoas que sobrevivem, 9% a 11% ficam com algum tipo de seqüela permanente, como surdez, paralisias, convulsões ou amputação de extremidades.



Compartilhar: