Secretário Jorge Solla faz prestação de contas e rechaça crise
O secretário de Saúde do estado, Jorge Solla, ao prestar contas das ações de sua pasta no 1º trimestre de 2007, ao Conselho Estadual de Saúde da Bahia, em evento realizado, ontem, na Assembléia Legislativa, descartou o agravamento da crise na saúde noticiada por grande parte dos meios de comunicação. “Não estamos vivendo epidemias de meningite nem de dengue”, enfatizou o secretário, ressaltando sua preocupação com algumas notícias infundadas que podem provocar temor na população.
Ao iniciar sua apresentação, o secretário elencou 17 pontos que demonstravam, segundo ele, a situação precária encontrada na Bahia no final de 2006. Ele exibiu um comparativo em relação aos números de casos de meningite registrados na Bahia este ano, que segundo os dados da Secretaria de Saúde, são extremamente menores do que os registrados o ano passado.
“É interessante que agora exista, na mídia, este espaço de divulgação de problemas na saúde baiana”, destacou Solla, ressaltando que é importante para a democracia, e para a construção de um sistema de saúde melhor, que os meios de comunicação divulguem a realidade, pois esta divulgação, quando feita de forma responsável, serve de parâmetro e de apoio para ações futuras.
CONTAS
Entre as ações expostas pelo secretário foi destacada a atuação da secretaria no controle da epidemia de sarampo. Cerca de 1,2 milhões de pessoas foram vacinadas em 40 dias, mais que o dobro que em todo o ano de 2006. Segundo ele, a intensificação das ações de vacinação contra gripe e contra raiva foram determinantes. Segundo ele, no 1º semestre de 2006 foram notificados 30 casos de raiva animal, enquanto em igual período de 2007, o número de ocorrências foi zero.
Maria Luiza Câmera, presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos, Abadef, que também é representante desse segmento no Conselho Estadual de Saúde, destacou que o mais interessante nesta prestação de contas é a postura adotada pelo secretário, que demonstra ter consciência que este ato, nada mais é do que sua obrigação. “Esse é o verdadeiro papel de um gestor público responsável”, elogiou maria Luiza.
FUNDAÇÃO
Durante a apresentação do secretário Solla na AL foi apresentado o novo modelo de administração pública que o secretaria pretende implantar no estado. É a chamada fundação estatal de direito privado que, segundo o secretário, vai permitir uma gestão necessariamente orientada por metas e resultados, com serviços públicos universais de qualidade para responder às necessidades da população e ampliar a legitimidade social do setor público.
Uma das grandes vantagens dessas fundações, apontada pelo secretário, é que ela permite ao profissional de saúde ascender profissionalmente. “Esta atitude fará com que o melhores profissionais migrem para o serviço público, gerando com isso um serviço médico de mais qualidade”, argumenta Solla.
“A fundação não pode ser vista como privatização”, disse, enfatizando que este modelo irá fortalecer o Sistema Único de Saúde, já que ele é 100% SUS, inclusive subordinado às instâncias e às regulamentações do sistema público, só podendo prestar serviços ao setor público, sendo vedada a cobrança ao cidadão. “O patrimônio e as políticas da fundação serão públicos. A flexibilidade na gestão, na contratação de pessoal e na compra de equipamentos e materiais é que vão ser de natureza privada”, explica o secretário.
CONFERÊNCIA
O secretário destacou também a atuação do Conselho Estadual de Saúde, que percorreu 391 municípios do interior do estado, promovendo conferências municipais, onde se pode detectar os reais problemas da saúde no estado. Este diagnóstico servirá como fomento para as discussões da 7ª Conferência Estadual de Saúde, que ocorrerá nos próximos dias 9,10 e 11 de setembro, no Centro de Convenções da Bahia.
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